Janaína Feijó alerta: Contração no mercado de trabalho brasileiro em 2025! Novo estudo revela queda de 23,7% em vagas com carteira assinada. Setores como indústria e construção sofrem. Saiba mais!
O mercado de trabalho no Brasil demonstrou sinais de desaceleração em 2025, com a abertura líquida de vagas com carteira assinada em números menores do que nos anos anteriores. Um estudo realizado pelas pesquisadoras Janaína Feijó e Helena Zahar, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), revelou uma tendência preocupante, especialmente nos setores de indústria, construção e comércio.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
De acordo com os microdados do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o mercado formal criou 1.279.448 vagas em 2025, um volume 398 mil postos a menos em comparação com 2024, representando uma queda de 23,7%.
Apenas 24.513 dessas novas vagas exigiam ensino superior completo.
No entanto, a situação foi marcada por demissões significativas em setores-chave. A indústria registrou a perda de 13.686 vagas com ensino superior completo, a construção, 8.179 postos e o comércio, 12.432. Apesar desses números negativos, o setor de serviços absorveu 58.300 trabalhadores com ensino superior, e a agricultura, 509.
“A gente sabia que a manutenção de uma taxa de juros elevada por muito tempo teria rebatimento no mercado de trabalho, mesmo que fosse de forma tardia. Então, a partir de junho esse impacto esperado no mercado de trabalho se consolidou, foi gerando saldos negativos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Desde agosto a geração de empregos vinha caindo na margem, e quando chegou o último trimestre, ela se consolidou de fato”,” relatou Janaína Feijó. “A taxa de juros é um dos principais fatores que afetam a geração de postos formais. A gente já tem outros problemas estruturais também.
No Brasil, há dificuldade de contratar CLT porque os encargos trabalhistas ainda permanecem muito elevados.Tem outros elementos adjacentes que influenciam, como as expectativas dos empresários. Se eles percebem que o ambiente econômico está muito desfavorável, eles tendem a postergar essa decisão de contratar especialistas no negócio e a não contratar novas pessoas”.
As perspectivas para 2026 indicam uma desaceleração ainda maior na geração de empregos com carteira assinada, impulsionada pela manutenção de juros elevados e pela incerteza política. A pesquisadora Janaína Feijó destacou que o cenário será de maior incerteza, devido às eleições no segundo semestre, embora se espere algum efeito de retenção de mão-de-obra em setores específicos por conta de pacotes de estímulo do governo e da realização da Copa do Mundo de Futebol.
“O nível de incerteza tende a aumentar, e as pessoas tendem a esperar até o final do ano para ver como é que vai se consolidar a questão eleitoral, quem vai ganhar, para poder decidir o que vai fazer (sobre investimentos em contratações)”, estimou a pesquisadora do Ibre/FGV.
Para o resgate do emprego formal, é fundamental uma redução na taxa básica de juros e a melhora no ambiente de negócios, conforme ressaltou Janaína Feijó. “A gente tem conseguido aumentar a população ocupada, mas a qualidade ainda deixa a desejar.
Uma sociedade que tem mais de 38% de trabalhadores na informalidade, é muito prejudicial, por conta da evasão fiscal. Do ponto de vista do trabalhador também é ruim, porque ele não têm garantia”.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!