O superendividamento é um desafio comum para muitos trabalhadores brasileiros, especialmente com as altas taxas de juros. Mas sair do vermelho é possível, sem precisar de grandes quantias de dinheiro. O segredo está em como você aborda os credores, e não apenas na sua capacidade financeira.
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O primeiro passo é distinguir entre dívidas necessárias para a sua sobrevivência e dívidas de consumo. Contas como luz, água e aluguel devem ser pagas antes de qualquer dívida do cartão de crédito. O corte desses serviços causa um impacto imediato na sua vida, tornando-as a base da sua estratégia.
Existem plataformas oficiais, como o portal consumidor.gov.br, que oferecem descontos que podem chegar a 90% do valor total das dívidas. Antes de aceitar qualquer proposta por telefone, consulte essas plataformas, pois as empresas costumam oferecer condições mais vantajosas em ambientes digitais.
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Essa técnica consiste em focar o pagamento extra na menor dívida, enquanto mantém o pagamento mínimo das outras. Ao quitar a menor dívida rapidamente, você ganha motivação e libera o valor para atacar o próximo débito. Se você tiver dívidas com juros altos, como o cheque especial, priorize-as.
Dívidas do cartão de crédito são os maiores vilões do orçamento. Uma estratégia eficiente é buscar um empréstimo consignado ou com garantia (como FGTS ou 13º salário) para quitar o cartão à vista. As taxas de juros dessas modalidades são drasticamente menores, transformando uma dívida impagável em uma parcela fixa que cabe no seu bolso.
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Se a sua renda está quase toda comprometida, você pode recorrer à Lei do Superendividamento (Lei 14.181/21). Essa legislação garante que o cidadão possa renegociar todas as suas dívidas em bloco, preservando o chamado “mínimo existencial” para sobreviver.
Com o auxílio da Defensoria Pública ou de órgãos de defesa do consumidor, é possível estabelecer um plano de pagamento que não ultrapasse cinco anos, sem comprometer a sua alimentação e moradia.
Jamille Novaes é redatora e analista de políticas públicas no FDR, especializada na simplificação de normas complexas do Governo Federal. Graduada em Letras Vernáculas pela UESB, Utiliza sua expertise em exegese e interpretação de textos normativos para traduzir legislações de finanças e previdência em guias práticos para o cidadão brasileiro.
