A Trajetória Improvável de um Negócio de Utensílios de Café
Em meio ao ceticismo crescente sobre o retorno dos diplomas universitários, Jake Miller, ex-aluno da universidade Stanford, transformou uma ideia simples em um negócio avaliado em nove dígitos. A história do fundador da marca de utensílios de café Fellow é marcada por 73 recusas de investidores e um plano de negócios sustentado por uma obsessão pessoal e uma visão financeira estratégica.
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A trajetória de Miller ganhou força nos corredores de Stanford, onde cursava MBA.
Movido por uma paixão genuína pelo universo do café, idealizou um produto de design minimalista que unisse funcionalidade e sofisticação. Anos depois, sua empresa passou a ocupar espaço nas prateleiras de gigantes como Target, Costco e Nordstrom, consolidando-se no competitivo setor de varejo nos EUA.
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Resiliência e Persistência
O caminho até o topo foi tudo, menos óbvio. Antes de conquistar rodadas robustas de investimento, como a Série B de US$ 30 milhões, liderada por nomes como Peter Fenton (investidor inicial de Twitter e Yelp), Miller precisou aprender, na prática, a administrar rejeições.
Foram 73 “nãos” de investidores-anjo e pequenos fundos até que finalmente conseguiu o sim necessário para acelerar sua operação. “Cada ‘não’ era apenas um passo mais perto do ‘sim’. E se só viessem recusas, eu teria descoberto uma forma de vender um rim”, brincou Miller, expondo o nível de comprometimento com seu projeto.
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Abordagem Financeira Inovadora
Mais do que uma mentalidade empreendedora, a resiliência de Miller revela uma abordagem pragmática e audaciosa diante das incertezas do capital de risco. Em um cenário onde métricas e valor de marcado são exigências de base, o CEO da Fellow construiu uma tese de negócio que misturou narrativa forte, produto diferenciado e profundo conhecimento do consumidor final, pilares essenciais em qualquer captação.
Alinhamento Paixão e Capital
A lógica aplicada por Miller vai ao encontro do pensamento de nomes consagrados das finanças globais. Warren Buffett, por exemplo, é defensor da ideia de que o entusiasmo é uma das variáveis mais relevantes para o sucesso de longo prazo. “Escolha um trabalho que você ama.
Você vai pular da cama todos os dias”, já disse o ex-CEO da Berkshire Hathaway. Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, também é adepto da convergência entre propósito e trabalho como chave para construir valor. “Transforme sua paixão em trabalho e faça isso com pessoas que você quer estar junto”, escreveu em suas redes.
Conclusão
No universo das finanças corporativas, esse tipo de alinhamento é mais do que inspiracional, ele impacta diretamente na cultura empresarial, nas estratégias de crescimento e na retenção de talentos. O exemplo de Miller mostra que, além da estrutura financeira, é a obsessão pelo problema a ser resolvido que sustenta a longevidade de um negócio.
A história da Fellow é mais do que uma jornada empreendedora, é uma lição prática sobre como paixão e racionalidade podem (e devem) andar juntas na construção de negócios sustentáveis, rentáveis e escaláveis.
