O senador da República (PL-ES) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorização para visitar o ex-presidente (PL) na Superintendência Regional da Polícia Federal, localizada em Brasília. A solicitação, formalizada nesta quinta-feira (27 de novembro de 2025), visa uma visita com “caráter exclusivamente religioso e humanitário”, assegurando o respeito aos termos estabelecidos pela Corte.
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A visita foi agendada após o encontro anterior em 18 de novembro, quando o ex-presidente estava em regime de prisão domiciliar.
Após a visita mencionada, Malta afirmou que o ex-presidente “não tem medo da Papuda”. Ele também declarou que Bolsonaro apresentava-se bem de saúde, descrevendo-o como “um homem forte, determinado, consciente de que não cometeu nenhum tipo de crime, que é vítima de uma perseguição, de uma mentira, de um inquérito que foi criado para incriminá-lo”.
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A defesa do ex-presidente já havia informado sobre as visitas anteriores, incluindo as realizadas pela ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, e pelos filhos Carlos, Flávio e Eduardo.
Com o trânsito em julgado da Ação Penal 2668, o ministro Moraes determinou, em 25 de novembro de 2025, o início do cumprimento das penas do ex-presidente (PL) e de seis aliados, condenados pela tentativa de golpe de Estado. A ordem foi emitida após o encerramento do processo, referente ao chamado núcleo 1.
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Os réus foram condenados em 11 de setembro pela 1ª Turma do STF. Os votos pela condenação foram de José Antonio Medeiros, Cristiano Santos e Ricardo Siqueira.
Os locais de cumprimento de pena foram definidos da seguinte forma: Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, cumprirá pena de 27 anos e 3 meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, em Brasília; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, cumprirá pena de 26 anos e 6 meses na 1ª Divisão do Exército, Vila Militar, Rio de Janeiro; Augusto Heleno, ex-ministro de Segurança Institucional, cumprirá pena de 21 anos no Comando Militar do Planalto, em Brasília; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, cumprirá pena de 24 anos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF); Alexandre Ramagem, deputado e ex-diretor-geral da Abin, cumprirá pena de 16 anos nos EUA; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, cumprirá pena de 19 anos no Comando Militar do Planalto, em Brasília; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, cumprirá pena de 24 anos na Estação Rádio da Marinha, em Brasília.
