Jair Bolsonaro enfrenta nova crise judicial com notícia-crime por uso de celular. Defesa de Nikolas (Psol-SP) questiona despacho do ministro Alexandre de Moraes
Em 21 de novembro de 2025, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou uma manifestação ao ministro Alexandre de Moraes do STF, em resposta a um despacho que solicitava esclarecimentos sobre o uso de um celular por Nikolas (Psol-SP) durante uma visita ao ex-presidente, que estava em prisão domiciliar.
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A situação gerou uma notícia-crime.
As imagens captadas por um drone da TV Globo mostraram o deputado federal utilizando um celular enquanto conversava com Bolsonaro na área externa dos fundos da residência. A defesa argumentou que Bolsonaro não utilizou o aparelho nem teve “contato visual” com ele, descrevendo o encontro como “realizado às claras” e com a observação de que o Peticionário cumpria à exatidão a determinação de Vossa Excelência, sem uso ou mesmo contato visual com o aparelho celular do deputado federal.
A deputada federal Nikolas protocolou uma notícia-crime, alegando que o uso do celular por parte do deputado violou medidas cautelares impostas pela Corte. A congressista solicitou a busca e apreensão do celular de Nikolas, com o objetivo de impedir a destruição de provas e garantir rigor na investigação.
Além disso, solicitou o interrogatório do deputado e dos agentes que acompanharam a visita, bem como a aplicação de medidas cautelares pertinentes.
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Nikolas, por sua vez, manifestou-se no X, declarando que a TV Globo cometeu “violação grave de privacidade” ao utilizar um drone para filmar a visita. A emissora utilizou um drone para filmar a visita ao ex-presidente e um parlamentar. A congressista declarou que a atitude da TV Globo é “totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística”.
O deputado Nikolas afirmou que não recebeu orientação sobre a proibição do uso de celular durante a visita. A congressista declarou que a visita ao presidente Bolsonaro ocorreu dentro da normalidade da sua atividade parlamentar. A congressista declarou que a atitude da TV Globo é “totalmente incompatível com qualquer padrão mínimo de ética jornalística”.
O caso envolveu a análise de medidas cautelares, o uso de tecnologias de vigilância (drones) e a interpretação de regras judiciais em um contexto político complexo. A situação gerou debates sobre privacidade, liberdade de imprensa e o papel do judiciário na garantia da ordem jurídica.
A notícia-crime e a solicitação de busca e apreensão do celular de Nikolas demonstram a importância de seguir as determinações judiciais e a necessidade de garantir a integridade das investigações. O caso também levanta questões sobre a utilização de tecnologias de vigilância e o respeito à privacidade em contextos de investigação criminal.
O caso do uso de celular e a notícia-crime representam um momento de tensão entre o poder judiciário, a imprensa e o cenário político brasileiro. A complexidade do caso demonstra a necessidade de um acompanhamento atento das investigações e da análise das medidas cautelares, visando garantir a justiça e a segurança jurídica.
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