O senador da República do Distrito Federal (PL), Izalci Rosado, anunciou que protocolará um requerimento para convidar representantes da Receita Federal a depor no Senado. A iniciativa visa esclarecer os detalhes de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, que identificou acessos não autorizados ao sistema da Receita para a consulta de dados fiscais de autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, autorizou a investigação em 17 de fevereiro de 2026. A PF executou 4 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, focando em funcionários públicos suspeitos de acessar dados fiscais de ministros do STF, do procurador-geral da República e seus familiares.
Alvos da Investigação
Os indivíduos sob suspeita incluem Ricardo Mansano de Moraes, que atua na delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto, e Ruth Machado dos Santos, funcionária pública desde 1994, que trabalha em um posto da Receita no Guarujá. Outro alvo é Luciano Pery Santos Nascimento, com trajetória no funcionalismo desde 1983, e Luiz Antônio Martins Nunes, que trabalha na Serpro no Rio de Janeiro desde 2000.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Medidas eram Adotadas
Durante a investigação, foram implementadas medidas cautelares, como monitoramento eletrônico de alguns suspeitos, afastamento de cargos públicos, cancelamento de passaportes e restrições à saída do país. A investigação busca identificar quem acessou informações fiscais de magistrados e seus familiares, e quando esses acessos foram realizados, registrando-se esses eventos nos sistemas através de senhas.
Inquérito em Andamento
O caso está inserido em um inquérito maior, aberto em 2019, que investiga possíveis “fake news” e que, até o momento, permanece em sigilo. A decisão de Lewandowski de ordenar a investigação do vazamento de dados foi divulgada exclusivamente pelo Poder360 em 13 de janeiro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A investigação aponta para a possível quebra de sigilo fiscal de ministros da Corte e de seus familiares, com suspeitas envolvendo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
