Itumbiara: Suicídio e Tragédia Chocante Revelam Violência Vicária Contra Mulher

Thales Machado cometeu ato hediondo: suicídio e morte de filhos em Itumbiara, Goiás. Violência vicária choca o Brasil! Entenda o caso e a complexa dinâmica de poder

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(Imagem de reprodução da internet).

Caso Chocante em Goiás Revela Violência Vicária

Um trágico evento em Itumbiara, Goiás, trouxe à tona uma forma rara e devastadora de violência contra a mulher: a violência vicária. O secretário de Governo da prefeitura local, Thales Machado, cometeu suicídio, e em seguida, matou seus dois filhos, de 12 e 8 anos, com o objetivo de infligir dor à sua esposa.

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Este caso, que ocorreu em 11 de maio de 2026, expõe uma dinâmica de poder distorcida, onde a mulher é usada como instrumento de punição e sofrimento.

Entenda a Violência Vicária

A violência vicária ocorre quando um homem utiliza pessoas próximas à mulher – como filhos, mães ou até mesmo animais de estimação – para infligir-lhe dor ou punição. A motivação por trás desse ato é a de exercer controle e poder sobre a vítima, muitas vezes em um contexto de violência doméstica.

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O caso de Itumbiara é um exemplo extremo dessa prática, que, embora pouco comentada, é uma realidade em diversas partes do mundo.

A Reação da Especialista

A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, descreveu a situação como “uma forma de violência de gênero que atinge mulheres por meio de crianças e adolescentes”. Ela enfatizou que o agressor constrói uma narrativa em que a esposa é responsabilizada pelo crime, utilizando-se da dor e do sofrimento dos filhos para amplificar a punição. “Ele executa os filhos e constrói, antes de morrer, por meio de narrativas, a responsabilização da esposa”, explicou.

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A secretária ressaltou que a responsabilidade pelo crime é sempre do agressor, e que a mulher vítima não deve ser culpabilizada.

Impacto e Reações da Sociedade Civil

O Instituto Maria da Penha, uma organização não governamental que atua no enfrentamento à violência doméstica, confirmou que casos de violência vicária não são exceção. A ONG ressaltou que se trata de uma violação grave de direitos humanos, muitas vezes naturalizada e invisibilizada. “Não estamos falando de conflito familiar.

Estamos falando de violência. E de violação grave de direitos humanos”, afirmou. A entidade enfatizou a importância de nomear a violência para enfrentá-la, destacando a necessidade de fortalecer políticas públicas e qualificar o debate.

Posicionamento da Defensoria Pública e Recomendações

A Defensoria Pública Estadual de Goiás (DPE-GO) reforçou que atos de abuso, violência e feminicídio são crimes, e que a prática de ferir os filhos para atingir a mãe tem nome: violência vicária. A DPE-GO também destacou a importância de não expor a mulher vítima de violência, pois isso pode configurar crime.

A organização promoveu a campanha “Ela Não tem Culpa” em novembro de 2024, buscando refletir sobre a constante culpabilização das mulheres, mesmo quando elas são vítimas.

Consequências e Necessidade de Ação

O caso de Itumbiara serve como um alerta sobre a complexidade da violência contra a mulher e a necessidade de uma abordagem mais abrangente. A violência vicária é uma forma de controle e poder que se esconde por trás de disfarces de conflito familiar ou crise conjugal. É fundamental que a sociedade reconheça essa forma de violência e trabalhe para prevenir e combater essa prática, além de garantir a proteção e o apoio às mulheres vítimas de violência.

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