Economistas do Itaú preveem crescimento de 1,7% no PIB para 2026, com potencial de 2% se riscos se materializarem. Projeção de R$ 179,7 bilhões em medidas fiscais e monetárias
Economistas do Itaú preveem um crescimento de 1,7% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, com potencial de atingir 2% caso os riscos se materializem. A projeção, divulgada em 25 de novembro de 2025, considera a implementação de medidas fiscais e de crédito que injetarão R$ 179,7 bilhões na economia.
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O economista-chefe do Itaú, Luiz Mesquita, destacou que as políticas do governo, juntamente com a manutenção de uma taxa de juros contracionista pelo Banco Central, impulsionarão o crescimento.
As medidas do governo, combinadas com a política monetária restritiva do Banco Central, devem gerar um impacto positivo na economia. Estima-se que o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para um valor médio de R$ 50 por mês estimulará o consumo, com um potencial de liberar R$ 35 bilhões, elevando o PIB em 0,3 ponto percentual.
Além disso, a expansão do crédito para trabalhadores da iniciativa privada, estimado em R$ 80 bilhões, contribuirá com um impacto de 0,2 ponto percentual.
O Itaú estima uma inflação de 4,2% para 2026, um patamar dentro da tolerância, mas acima da meta de 3%. O Banco Central deverá iniciar uma flexibilização da taxa básica de juros (Selic) em janeiro, dependendo da comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) em dezembro.
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Caso o Copom não corte a Selic em janeiro, uma redução será realizada na reunião seguinte, em março. O economista Mesquita ressaltou a importância de controlar as exceções às regras fiscais, que têm aumentado, para evitar penalizar a credibilidade da regra e impactar os juros.
O ajuste fiscal será gradual, com déficits primários de 0,6% do PIB em 2025 e de 0,8% em 2026. A dívida bruta do país deve subir de 79,4% do PIB em 2025 para 85,0% em 2026. Para estabilizar a dívida em 80% do PIB e permitir que o Brasil “sonhe” em recuperar o grau de investimento, o país precisará de um superávit primário próximo a 3% do PIB ao ano.
O economista Pedro Schneider enfatizou a necessidade de um ajuste fiscal mais front-load, mais antecipado, aproveitando a força do Congresso no início do governo.
As projeções do Itaú apontam para um cenário de crescimento moderado para o Brasil em 2026, com desafios significativos relacionados à estabilidade fiscal e à trajetória da dívida pública. O sucesso das políticas implementadas dependerá da capacidade do governo de controlar as exceções e de promover um ajuste fiscal gradual e sustentável.
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