Israel reabre Rafah: acordo de Gaza, ajuda humanitária e busca por refém
Israel reabre fronteira de Rafah após acordo com EUA. Busca por corpo de refém Ran Gvili intensificada em Gaza. UNRWA relata incêndio em sede em Jerusalém
Israel anunciou, nesta segunda-feira (26), uma “reabertura limitada” da passagem de fronteira de Rafah entre Gaza e Egito. Essa medida segue o acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro, após negociações com enviados dos Estados Unidos em Jerusalém.
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A reabertura será restrita a tráfego de pedestres e sujeita a rigorosas inspeções por parte de Israel.
Negociações e Envolvimento dos EUA
O gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, comunicou a decisão através da rede X. A passagem de Rafah é crucial para o fluxo de ajuda humanitária a Gaza, uma demanda constante das Nações Unidas e organizações humanitárias. As conversas envolveram enviados do presidente Donald Trump, buscando avançar no plano de 20 pontos.
Pedido da Família do Refém
A família do policial Ran Gvili, o último refém israelense mantido em Gaza, solicitou que Israel não prossiga com a segunda fase do cessar-fogo até que seu corpo seja devolvido. Essa fase inclui o desarmamento do Hamas, a retirada gradual das forças israelenses e o envio de uma força internacional.
Buscas no Cemitério
Enquanto isso, forças israelenses realizavam buscas em um cemitério no norte de Gaza, onde o corpo de Gvili foi encontrado. A operação, que utiliza recursos de inteligência, busca identificar o local exato do enterro. Unidades especializadas, incluindo rabinos e especialistas em odontologia, estão envolvidas.
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Hamas e Informações Compartilhadas
O Hamas confirmou as buscas e informou que forneceu aos mediadores informações sobre a localização dos restos mortais de Gvili. A agência de busca da ONU, UNRWA, também relatou o incêndio em sua sede em Jerusalém Oriental, que já havia sido parcialmente demolida.
Incêndio na Sede da UNRWA
A UNRWA não detalhou a causa do incêndio, que ocorreu após a demolição ordenada pelas autoridades israelenses. Israel tem questionado o papel da agência na Faixa de Gaza. O conflito entre Israel e o Hamas causou a morte de pelo menos 71.657 pessoas em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde do território, confirmados pela ONU.
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