Israel proíbe ONGs humanitárias em Gaza; ONU e UE criticam decisão

Israel proíbe ONGs humanitárias; ONU e UE criticam medida e alertam para crise em Gaza. Medida afeta Médicos Sem Fronteiras (MSF) e gera repúdio internacional.

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(Imagem de reprodução da internet).

Proibição de ONGs Humanitárias em Território Palestino Suscita Críticas Internacionais

Em 31 de outubro, o governo anunciou a proibição de 37 organizações de assistência humanitária, com efeito a partir de 1º de janeiro, caso não apresentem ao governo detalhes completos sobre seus funcionários palestinos. A medida tem gerado forte reação da ONU e da União Europeia.

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Entre as organizações sob risco de proibição está a Médicos Sem Fronteiras (MSF), que Israel acusa de empregar membros da Jihad Islâmica e do Hamas.

A razão por trás da proibição, segundo o porta-voz do Ministério de Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo, Gilad Zwick, é que as organizações se recusam a fornecer os nomes de seus funcionários, alegando que “sabem, assim como nós, que alguns deles estão envolvidos em terrorismo ou vinculados ao Hamas”.

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Zwick afirmou que as 37 entidades ainda não atenderam às exigências, e que o prazo para envio dos dados se encerra à meia-noite desta quarta-feira.

“Duvido muito que o que não fizeram durante dez meses vão fazer de repente”, declarou Zwick.

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Segundo o Ministério, a medida “reforça e atualiza” a regulamentação que rege a atuação de ONGs internacionais em território palestino.

Várias das organizações afetadas afirmaram à Agência France-Presse (AFP) que as novas normas terão um impacto significativo na distribuição de suprimentos em Gaza, onde, segundo as organizações humanitárias, a quantidade de ajuda que entra continua insuficiente.

O movimento islamista classificou a decisão como um “comportamento criminoso” que “constitui uma perigosa escalada e um desprezo flagrante pelo sistema humanitário”. O grupo pediu à comunidade internacional — e às Nações Unidas em particular — que adotem “medidas urgentes e eficazes” para condenar a medida.

Nesta quarta-feira, o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, chamou a decisão de “escandalosa” e pediu que Estados pressionem Israel a mudar de posição.

A Comissão Europeia também advertiu que a medida pode bloquear a chegada de ajuda “vital” aos moradores de Gaza.

“A lei de registro das ONGs não pode ser aplicada em sua forma atual”, escreveu a comissária europeia de Ajuda Humanitária, Hadja Lahbib.

Na terça-feira, ministros das Relações Exteriores de dez países já haviam instado Israel a “garantir o acesso” da ajuda à Faixa de Gaza.

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