Irlanda se opõe ao acordo UE–Mercosul, gerando incertezas no bloco
O governo da Irlanda anunciou que votará contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul na reunião decisiva agendada para sexta-feira (9). A decisão surge em um momento crucial para a ratificação do pacto, considerado um marco importante para o futuro do acordo.
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O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, expressou preocupações sobre a possível pressão econômica que os agricultores do país enfrentariam caso o tratado seja aprovado, apesar dos “enormes progressos” nas negociações.
Reunião em Bruxelas busca clareza sobre o futuro do acordo
A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou que a reunião de sexta (9) em Bruxelas visa fornecer a clareza necessária sobre os próximos passos do acordo. A expectativa é que a reunião ajude a definir um cronograma para a assinatura do tratado, após a decisão irlandesa.
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Oposição e desafios à ratificação do acordo
A votação irlandesa representa um teste para a coesão do bloco europeu. A oposição se intensifica com o bloqueio de estradas por parte da federação FNSEA na França e a pressão de agricultores. A Alemanha busca garantir a maioria necessária para a ratificação, enquanto o apoio italiano é considerado fundamental para equilibrar a oposição francesa.
Desafios e perspectivas para a assinatura do acordo
A situação demonstra a complexidade das negociações comerciais entre a UE e o Mercosul. A Irlanda, com sua oposição, e os protestos em outros países, geram incertezas sobre o cronograma de assinatura do acordo. A expectativa é que a reunião em Bruxelas traga um novo horizonte para o futuro do pacto, com a possível assinatura ainda no próximo mês.
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