Irlanda vota contra acordo UE-Mercosul, gerando impasse no bloco econômico

Irlanda vota contra acordo UE-Mercosul, gerando dúvidas no bloco. Governo irlandês se opõe à assinatura do tratado comercial. Incertidumbre no futuro do acordo

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(Imagem de reprodução da internet).

Irlanda se opõe ao acordo UEMercosul, gerando incertezas no bloco

O governo da Irlanda anunciou que votará contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul na reunião decisiva agendada para sexta-feira (9). A decisão surge em um momento crucial para a ratificação do pacto, considerado um marco importante para o futuro do acordo.

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O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, expressou preocupações sobre a possível pressão econômica que os agricultores do país enfrentariam caso o tratado seja aprovado, apesar dos “enormes progressos” nas negociações.

A oposição irlandesa ocorre um dia antes da data considerada um marco fundamental. A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou que a reunião em Bruxelas buscará fornecer clareza sobre os próximos passos do acordo. A expectativa é de que a reunião traga informações sobre o cronograma para a assinatura, após a carta enviada pela Comissão Europeia ao presidente Lula, prometendo a assinatura para janeiro.

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A votação irlandesa representa um teste para a coesão do bloco europeu. A França também enfrenta forte oposição, com a federação FNSEA exigindo “Stop Mercosul” e mobilizando bloqueios em estradas. A Alemanha busca garantir a maioria necessária para a aprovação, e o apoio de Roma é visto como essencial para equilibrar a oposição francesa e garantir a assinatura do acordo, possivelmente na próxima semana.

Próximos Passos e Desafios

A situação demonstra a complexidade das negociações e a diversidade de opiniões dentro do bloco europeu. A pressão dos agricultores e a resistência de alguns países, como a Irlanda e a França, podem atrasar a ratificação do acordo. A busca por um consenso e a garantia de que os interesses dos agricultores sejam considerados são desafios cruciais para a Comissão Europeia.

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