Irã suspende execução de manifestante Soltani após acusações de “moharebeh”. Justiça cancela execução em Karaj, onde Soltani permanece detido. Críticas à falta de acesso a advogado
A Justiça iraniana anunciou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, que a execução de Soltani, um dos manifestantes presos, foi cancelada. Segundo a mídia estatal, não houve proferimento de novas sentenças e o indivíduo permanece detido na penitenciária central de Karaj, próxima a Teerã.
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A decisão ocorre após as acusações que o envolviam.
De acordo com relatos, Soltani é acusado de “conluio contra a segurança interna” e “atividades de propaganda contra o sistema”. A legislação iraniana não estabelece a pena capital para essas acusações, e sua confirmação poderia resultar em uma sentença de prisão.
A situação se agrava devido à falta de acesso a um advogado e a um julgamento regular.
A informação sobre a suposta execução foi inicialmente divulgada por uma fonte não identificada, com base em informações fornecidas por familiares. Posteriormente, a família de Soltani recebeu a notícia de que a execução havia sido cancelada.
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O indivíduo foi preso em 8 de janeiro de 2026 em Karaj, durante uma série de protestos contra o governo do aiatolá Ali Khamenei.
Os protestos começaram no final de dezembro de 2025, motivados pela crise econômica, pela alta inflação e pelo aumento do custo de vida. Organizações de direitos humanos denunciam a falta de acesso a um advogado e a um julgamento adequado para Soltani.
O caso ganhou atenção internacional após a divulgação de acusações de “moharebeh” (guerra contra Deus), que pode levar à pena capital.
A Justiça iraniana negou que a acusação de “moharebeh” tenha sido formalmente aplicada. Autoridades iranianas afirmaram que não haverá execuções relacionadas aos protestos, em resposta à pressão internacional e a manifestações contrárias. Organizações como a HRANA relatam milhares de prisões e centenas de mortes desde o início das mobilizações.
O governo iraniano respondeu aos protestos com repressão policial, restrições à internet e acusações de interferência estrangeira.
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