Irã recebe mensagem dos EUA para retomar negociações nucleares, busca acordos indiretos

Governo iraniano confirma recebimento de mensagens dos EUA para retomar negociações nucleares, com mediação do Omã. Teerã busca acordo com Washington.

02/11/2025 10:23

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(Imagem de reprodução da internet).

O governo iraniano confirmou neste domingo (2) o recebimento de mensagens dos Estados Unidos, buscando a retomada das negociações nucleares, interrompidas desde a guerra de 12 dias em junho. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Fatemeh Mohajerani, declarou que detalhes sobre o conteúdo e a natureza das mensagens serão divulgados em um momento oportuno, conforme informado pela agência Mehr.

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Intermediação do Omã e EUA

As declarações surgiram após o veículo de comunicação iraquiano Baghdad Al-Youm reportar que os EUA enviaram uma mensagem a Teerã através de Omã, expressando a disposição de retomar as negociações nucleares, com a intenção de buscar um novo acordo com o Irã, conforme o desejo do então presidente americano, Donald Trump.

Negociações Indiretas e Mediação

Autoridades iranianas reconheceram, nos últimos meses, que a troca de mensagens com os EUA continua por meio de intermediários diplomáticos, como Omã. No sábado (1º), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, descartou a possibilidade de iniciar negociações diretas com os EUA, mas indicou que é possível chegar a um acordo para retomar as conversas indiretas que as partes mantiveram de abril a junho, com a mediação de Omã.

Posições e Acusações

Em entrevista à emissora Al Jazeera, Araghchi afirmou que Teerã está disposta a manter negociações “para dissipar as preocupações” sobre seu programa nuclear e expressou confiança na “sua natureza pacífica”. No entanto, acusou Washington de impor “condições inaceitáveis e impossíveis”, em referência à exigência americana de “enriquecimento zero” de urânio no Irã e de limitar o alcance dos mísseis iranianos.

Contexto da Crise

Esta posição foi reforçada após a guerra de 12 dias, desencadeada em 13 de junho, com bombardeios israelenses contra alvos nucleares, militares e civis do Irã, dois dias antes da sexta rodada de negociações indiretas entre Teerã e Washington. A crise se intensificou com a resposta iraniana, que incluiu o lançamento diário de mísseis e drones contra o território israelense, causando cerca de 30 mortes.

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Restauração de Sanções e Perspectivas Diplomáticas

Após a guerra e o impasse no processo diplomático, França, Alemanha e Reino Unido, signatários do acordo nuclear de 2015 com o Irã, juntamente com Rússia, China e EUA, impulsionaram a restauração de sanções da ONU contra Teerã, que entraram em vigor no final de setembro.

Apesar dessa medida, os países europeus garantem que o caminho da diplomacia permanece aberto e instam o país islâmico a retornar à mesa de negociações com Washington.

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