O Irã vive protestos em massa desde dezembro de 2025, com 65 mortos e mais de 2 mil presos, segundo a Human Rights Activists News Agency. Demandas econômicas e por reformas políticas contra Khamenei
O Irã enfrenta uma onda de protestos desde o final de dezembro de 2025, resultando em pelo menos 65 mortos e mais de 2.000 prisões, conforme dados da Human Rights Activists News Agency. Inicialmente motivados por questões econômicas, como inflação elevada, desvalorização do rial e aumento de preços, os atos se expandiram para incluir demandas por reformas políticas e judiciais, buscando maior liberdade e contestando a liderança do aiatolá Ali Khamenei.
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As manifestações iranianas refletem um crescente descontentamento com a situação econômica e política do país. A população exige alívio econômico, além de mudanças no sistema judiciário e maior liberdade de expressão. A contestação à liderança do aiatolá Ali Khamenei é um ponto central nas reivindicações.
A desvalorização do rial, com uma perda superior a 1/3 de seu valor em relação ao dólar em 2025, e uma hiperinflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) impactaram significativamente o poder de compra dos iranianos. Em resposta, o governo iraniano utilizou uma forte repressão, incluindo o uso de armas de fogo, gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, além de ameaças judiciais contra manifestantes.
Há relatos de interrupções em voos internacionais e alertas de viagem emitidos por governos estrangeiros.
A internet no Irã foi interrompida após o aiatolá Ali Khamenei declarar os manifestantes como “sabotadores”. Registros indicam que os protestos ocorreram em 512 localidades, distribuídas em 180 cidades das 31 províncias do país. Dos mortos, 50 eram manifestantes (com 7 menores de idade), 14 eram membros das forças de segurança e 1 era um civil ligado ao governo, com relatos de feridos durante os confrontos.
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O Irã acusou os Estados Unidos de incitar os protestos, com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, destacando a intervenção americana e israelense. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, criticou a “conduta contínua, ilegal e irresponsável” dos EUA, acusando-os de transformar manifestações pacíficas em atos violentos.
Trump, por sua vez, alertou sobre um “preço alto” caso as autoridades iranianas continuassem a violar os direitos dos manifestantes.
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