Irã: Repressão e crise humanitária intensificam-se com violência e ameaças de Teerã e de Israel. ONG aponta 3.428 mortes nos protestos
A situação no Irã se agrava com a repressão contundente aos protestos que eclodiram em julho, impulsionados pelo aumento do custo de vida e pela insatisfação com o regime teocrático liderado por Ali Khamenei. A violência, que já resultou em pelo menos 3.428 mortes, segundo a ONG Iran Human Rights, tem gerado uma crise humanitária e acirrado as tensões regionais.
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Diante desse cenário, as autoridades americanas tomaram medidas preventivas, retirando parte do pessoal da base militar de Al Udeid, no Catar, em resposta aos mísseis lançados por Teerã em junho de 2025 contra a base. O assessor do líder supremo iraniano, Ali Shamjani, alertou o ex-presidente Donald Trump sobre a capacidade do Irã de responder a qualquer agressão, enquanto o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, acusou Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de serem os “assassinos da juventude do Irã”.
As forças de segurança iranianas têm empregado um “nível de brutalidade sem precedentes” para reprimir os protestos, conforme apontado pelo Instituto para o Estudo da Guerra (ISW). A internet permanece cortada há sete dias, dificultando o acesso à informação e a comunicação.
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A Promotoria de Teerã anunciou que serão apresentadas acusações por crimes capitais de “moharebeh” (“guerra contra Deus”) contra alguns dos suspeitos detidos, gerando preocupação com a possibilidade de julgamentos sumários e execuções arbitrárias.
Diante da repressão e do corte das comunicações, a intensidade dos protestos diminuiu drasticamente. No entanto, milhares de pessoas se reuniram para os funerais de mais de 100 integrantes das forças de segurança e de outros “mártires” mortos nos protestos, demonstrando a persistência da insatisfação popular.
Cartazes com frases como “Morte aos Estados Unidos!” foram levados pelos manifestantes, evidenciando a polarização da crise.
A crise no Irã representa um desafio complexo para a comunidade internacional. A repressão violenta, o corte de comunicações e a escalada das tensões regionais exigem uma resposta coordenada e focada na proteção dos direitos humanos e na busca por uma solução pacífica para a crise.
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