Protestos na República Islâmica se intensificam com repressão e ameaças de intervenção. Manifestantes são mortos e detidos, gerando preocupação internacional, inclusive com pedidos de saída de cidadãos
A República Islâmica enfrenta uma onda de protestos que se intensificou desde 28 de dezembro, impulsionada pelo aumento do custo de vida e, posteriormente, transformou-se em um movimento de oposição ao regime teocrático vigente desde a revolução de 1979.
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O cenário é marcado por uma forte repressão por parte das autoridades iranianas, que têm sido criticadas por grupos de direitos humanos devido ao uso de uma repressão severa, agravada pelo corte da internet em 8 de janeiro.
A Organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, relata que as forças de segurança iranianas já foram responsáveis pela morte de pelo menos 3.428 manifestantes durante os recentes protestos. Adicionalmente, mais de 10.000 pessoas foram detidas, embora o número real possa ser significativamente maior, conforme indicado.
O mandatário americano, em declarações públicas, ameaçou repetidamente com uma intervenção militar no país. Em um momento específico, após informações sobre a repressão, ele respondeu: “Vamos observar e ver o que acontece depois”. A situação tem gerado preocupação entre os Estados Unidos e organizações de defesa dos direitos humanos, especialmente em relação ao destino de Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos detido.
Teerã negou que Soltani tenha sido condenado à morte e que pudesse ser executado. O jovem foi preso em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime e de agir contra a segurança nacional. O Poder Judiciário iraniano esclareceu que, em caso de condenação, a pena seria de prisão, devido à natureza das acusações.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que não haveria execuções. Em um dia, anunciou que implementariam julgamentos “rápidos” para os detidos. O ministro da Justiça, Amin Hossein Rahimi, declarou que qualquer pessoa nas ruas desde 8 de janeiro seria considerada criminosa.
Araghchi informou que haveria uma “sessão informativa” a pedido dos Estados Unidos.
Diante das tensões regionais, o Catar anunciou a saída de parte do pessoal da base americana de Al Udeid. O Reino Unido e a Espanha solicitaram que seus cidadãos deixem o país. A situação continua sob monitoramento internacional.
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