Irã planeja execução de Erfan Soltani após 26 anos; Trump alerta contra ação

Jovem Erfan Soltani, 26 anos, será executado no Irã. Manifestante detido em protestos, a sentença gera preocupação internacional. Trump ameaça sanções.

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(Imagem de reprodução da internet).

Erfan Soltani, um jovem de 26 anos, será executado no Irã nesta quarta-feira. Soltani foi detido durante as recentes manifestações que desafiam o governo dos aiatolás e resultaram em mais de 2.400 mortes, segundo dados de organizações de direitos humanos.

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A situação levanta preocupações sobre a repressão aos protestos, que já atingiram três semanas.

Detalhes da Detenção e Processo

Soltani trabalhava na indústria de vestuário e era conhecido por seu interesse em moda, conforme relatado pela IranWire. Ele foi detido na última quinta-feira, dentro de casa em Karaj, devido à sua ligação com os protestos. O processo contra ele é descrito como rápido e obscuro, com a privação de seus direitos básicos, incluindo o acesso a um advogado.

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Pressão e Ameaças à Família

A família de Soltani está sob “pressão extrema” e foi ameaçada. Informaram que a sentença é considerada definitiva e receberam permissão para uma breve visita de despedida, de aproximadamente dez minutos, antes da execução prevista para esta quarta-feira.

Escala de Detenções e Preocupações Internacionais

Desde o início dos protestos, mais de 18.137 pessoas foram detidas, de acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos. A iminente execução de Soltani intensifica as preocupações internacionais sobre a situação no Irã.

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Reações Internacionais e Ameaças

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avaliou opções de intervenção e alertou o Irã contra execuções. Em entrevista à CBS, afirmou que adotaria “medidas fortes” caso o regime enforcasse manifestantes, sem fornecer detalhes adicionais.

Em suas redes sociais, expressou apoio aos protestos e ameaçou sanções.

Acusações e Retaliações

Diante da ameaça de intervenção, o Irã acusou os Estados Unidos e Israel de responsabilidade pela perda de vidas civis, especialmente entre os jovens. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, enviou uma carta ao Conselho de Segurança e ao secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterando as acusações.

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