Pelo menos três fatalidades e 17 feridos foram registrados em manifestações ocorrendo no Irã, conforme reportado pela mídia iraniana e grupos de direitos humanos na quinta-feira (1º). Os protestos, motivados pela deterioração da situação econômica do país, resultaram em confrontos e violência em diversas províncias.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Relatos indicam que indivíduos entraram em confronto com forças policiais, lançando pedras e incendiando veículos, de acordo com a agência de notícias Fars. A agência também mencionou a presença de grupos armados que se inseriram em um protesto.
Vítimas e Confrontos
Duas pessoas perderam a vida em confrontos no condado de Lordegan, na província de Chaharmahal e Bakhtiari, conforme divulgado pela Fars. A identidade das vítimas ainda não foi confirmada. Vídeos não verificados, circulando em redes sociais, mostram manifestantes atirando contra policiais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A Fars reportou que manifestantes atacaram o gabinete do governador, bancos e edifícios governamentais. Um membro da milícia Basij foi morto e 13 feridos na cidade de Kuhdasht, na província de Lorestan, na noite anterior.
Prisões e Repressão
Vinte indivíduos foram presos durante os protestos, de acordo com o promotor de Kuhdasht. Em Malard, na província de Teerã, 30 pessoas foram detidas sob a acusação de “perturbação da ordem pública”. A agência Fars citou um funcionário do condado que afirmou que os detidos estavam abusando do direito legal de protestar.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Motivações e Contexto Histórico
Os protestos envolvem lojistas, comerciantes e estudantes, que expressam descontentamento com a situação econômica, após a desvalorização da moeda. Esses eventos representam um capítulo recente da crescente insatisfação no Irã, com a população buscando, de forma silenciosa, reivindicar liberdades e espaços públicos.
Reações Internacionais
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que os EUA interviriam caso manifestantes pacíficos fossem “matados violentamente”. O Departamento de Estado dos EUA expressou preocupação com relatos de intimidação, violência e prisões durante os protestos, solicitando o fim da repressão.
