Protestos no Irã: 35 mortes confirmadas, centenas de presos e tensa situação após morte de Mahsa Amini. HRANA relata números e desafios na cobertura.
Na segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, o número de mortes em protestos no Irã atingiu 35, segundo dados da Human Rights Activists News Agency (HRANA). A organização relata que, desde o início das mobilizações, 29 manifestantes perderam a vida.
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Além das vítimas entre os protestantes, a HRANA também contabilizou a morte de quatro crianças e dois membros das forças de segurança.
A HRANA afirma que mais de 1.203 pessoas foram presas durante as mobilizações em todo o país. Os protestos se espalharam por 88 cidades, distribuídas em 27 províncias, abrangendo 257 localidades.
A agência estatal iraniana Fars informou que cerca de 250 policiais e 45 membros da Basij, uma força voluntária ligada à Guarda Revolucionária, ficaram feridos durante os confrontos. O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi-Azad, declarou que qualquer tentativa de transformar os protestos em instabilidade ou destruição será respondida com firmeza.
Os protestos atuais são os maiores no Irã desde 2022, quando a morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos detida por descumprir regras sobre o uso do hijab, desencadeou manifestações em todo o país. A situação econômica do Irã tem se deteriorado, com o aumento dos preços e a desvalorização da moeda nacional.
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A cobertura jornalística enfrenta restrições, com profissionais precisando de autorização para se deslocar pelo país e correndo risco de perseguição ou detenção. A escassez de informações na mídia estatal dificulta a avaliação do alcance dos protestos.
A situação no Irã permanece tensa, com desafios significativos na coleta e verificação de informações. A complexidade da crise exige monitoramento contínuo e análise cuidadosa dos eventos.
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