Em meio a acusações internacionais sobre o uso de violência contra manifestantes, a polícia iraniana negou, no domingo 25, o emprego de armas de fogo durante os recentes distúrbios. O porta-voz oficial, coronel Mehdi Sharif Kazemi, da Unidade Especial da Polícia, justificou as ações com o uso de “meios dissuasórios”, incluindo canhões de água e armas de paintball, para garantir a segurança e evitar assassinatos.
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O governo iraniano relata mais de 3.100 mortes decorrentes dos confrontos, iniciados no final de dezembro. No entanto, dados de organizações independentes, como a HRANA, apontam para um número significativamente maior, estimando 5.459 mortes e investigando outros 17 mil casos relacionados à repressão.
A revista TIME sugere que o número total de vítimas pode chegar a 30 mil, embora essa estimativa não tenha confirmação independente. A Anistia Internacional denuncia o que classifica como um “massacre” e apresenta evidências de uso de munição real por parte das forças de segurança iranianas, incluindo disparos de edifícios contra civis desarmados.
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As declarações oficiais ocorrem em meio a crescente pressão internacional. Países ocidentais e organizações de direitos humanos criticam a repressão. A situação interna, somada ao bloqueio da internet e à resposta governamental aos protestos, intensifica o debate sobre a governabilidade do Irã e suas relações com o Ocidente.
A instabilidade econômica do país, agravada por sanções e inflação, também é um fator relevante.
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