Presidente do Irã convoca marcha de resistência em janeiro de 2026. Repressão a protestos causa mortes e prisões. EUA ameaçam ação se violência persistir.
O presidente do Irã convocou uma “marcha de resistência nacional” para a segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, em todo o país. Ele atribuiu a violência recente a “criminosos terroristas urbanos”. As informações foram divulgadas pela . O presidente, Pezeshkian, declarou que estava trabalhando para acalmar a população diante da situação econômica, mas prometeu não permitir que os protestos desestabilizem o país.
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A repressão severa contra manifestantes no Irã resultou em um aumento no número de mortos nos últimos dias. Segundo a , até o domingo, 11 de janeiro, 47 integrantes das forças policiais foram mortos e 10.681 pessoas foram presas.
Com o aumento dos protestos, altos funcionários do Irã acusaram os Estados Unidos e Israel de apoiar os manifestantes. O governo iraniano também decretou três dias de luto nacional pelas vítimas dos “criminosos terroristas urbanos”, provavelmente referindo-se às forças de segurança mortas nos confrontos, conforme reportado pela Tasnim.
O presidente do Irã expressou profunda tristeza pela perda de filhos do país. O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), ameaçou atacar o país caso a repressão aos protestos pelos líderes iranianos resulte em mais mortes. Trump deve se reunir na 3ª feira, 13 de janeiro, com (secretário de Estado), (secretário de Guerra) e o (chefe do Estado-Maior), para discutir uma possível ação no Irã.
O Irã vive, desde o final de dezembro de 2025, uma onda de protestos motivada inicialmente pela inflação elevada, desvalorização acentuada da moeda e aumento dos preços de bens essenciais. Centenas de pessoas se juntaram aos atos, exigindo reformas políticas e do sistema judiciário, reivindicando maior liberdade e se manifestando contra o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.
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Khamenei comanda desde 1989 o Irã, uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais.
A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.
Os atos se dão sob contínuas interrupções de internet e severas restrições de comunicação. A internet no país foi interrompida após Khamenei afirmar que os manifestantes são “sabotadores”. O governo respondeu aos protestos com uma forte repressão.
A Hrana fala em disparos de armas de fogo, uso de gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, além de ameaças judiciais contra manifestantes. Apesar do bloqueio da internet, alguns meios de comunicação ligados ao governo conseguiram publicar imagens e relatos dos protestos, acusando os manifestantes de violência grave e danos à propriedade e à vida de cidadãos.
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