Irã: Manifestações e Repressão Intensificam-se com Interrupção da Internet
Manifestantes ocupam ruas no Irã, expressando descontentamento e exigindo soluções para crise econômica. A situação intensificou-se com interrupção da internet
Desde 28 de dezembro, manifestantes ocuparam ruas em várias cidades do Irã, expressando descontentamento com o governo e o aumento do custo de vida. A situação se intensificou na sexta-feira, 9 de janeiro de 2025, quando a internet foi interrompida.
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O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, classificou os manifestantes como “sabotadores” em declarações transmitidas pela televisão estatal.
Cidades Envolvidas nos Protestos
As manifestações mais recentes ocorreram em Teerã, Karadj, Mashhad, Babol, Kermanshah e Bandar-e Anzali. Em Teerã, os protestos iniciaram-se às 20h e persistiram até a meia-noite. A situação demonstra a ampla extensão do descontentamento popular.
Reações e Repressão
A ONG IHR (Iran Human Rights) acompanhou os eventos. O líder supremo, Ali Khamenei, declarou que a República Islâmica do Irã não cederia à pressão de “sabotadores”. Vídeos divulgados online mostravam confrontos, incluindo incêndios em estruturas pré-fabricadas e o uso de força por parte das autoridades, com o emprego de gás lacrimogêneo e munição não letal.
Contexto Econômico
A deterioração econômica do Irã tem sido persistente, marcada pelo aumento dos preços e escassez de produtos básicos. Dados do Centro de Estatísticas indicam que, em dezembro de 2025, os preços subiram em média 52% em comparação com o ano anterior.
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O rial perdeu mais de 1/3 de seu valor em relação ao dólar, enquanto a hiperinflação de dois dígitos impacta negativamente o poder de compra da população iraniana.
Declarações e Ameaças
Mohammad Movahedi-Azad, procurador-geral do Irã, alertou que qualquer tentativa de transformar os protestos em instabilidade ou destruição seria prontamente respondida com firmeza. A interrupção da internet reflete a tentativa de controlar a disseminação de informações e o movimento dos manifestantes.
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