Mais de 500 mortes em protestos no Irã: balanço aponta para 490 manifestantes e 48 guardas mortos. Conflitos intensos desde dezembro de 2025
O número de vítimas fatais nos protestos que assolam o Irã ultrapassou a marca de 500, segundo dados divulgados pela Human Rights Activists News Agency (Hrana), à qual este veículo teve acesso. A planilha da agência aponta para a morte de 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança.
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A situação demonstra a intensidade dos confrontos que têm ocorrido no país desde o final de dezembro de 2025.
Os protestos foram inicialmente desencadeados por questões econômicas, incluindo alta inflação, desvalorização do rial iraniano e o aumento dos preços de produtos básicos. Com o tempo, a mobilização popular se expandiu, com manifestantes exigindo reformas políticas e judiciais, além de maior liberdade e críticas à liderança do clérigo Ali Khamenei.
A Hrana relata o uso de violência por parte das forças de segurança, incluindo disparos de armas de fogo, emprego de gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, juntamente com ameaças legais contra os participantes dos atos. A agência destaca que, apesar do bloqueio da internet, alguns veículos de comunicação ligados ao governo têm divulgado imagens e relatos que acusam os manifestantes de atos de violência e danos à propriedade.
A situação se desenrola em um contexto de interrupções constantes na internet e restrições severas à comunicação no Irã. A medida foi implementada após declarações do aiatolá Ali Khamenei, que classificou os manifestantes como “sabotadores”.
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O governo respondeu aos protestos com uma forte repressão, conforme documentado pela Hrana.
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