Manifestantes enfrentam repressão violenta no Irã, com +3.000 mortes e 16.700 prisões. A situação gera preocupação internacional.
Moradores locais relataram ao jornal The New York Times que as manifestações no Irã estão sendo duramente reprimidas. Os relatos indicam que as forças armadas receberam autorização para utilizar força letal contra os manifestantes. A situação tem gerado grande preocupação internacional.
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Segundo informações divulgadas por dois funcionários do Ministério da Saúde iraniano, o número de vítimas fatais desde o início dos protestos ultrapassa a marca de 3.000 pessoas. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana) confirmou que, até a terça-feira (13), o balanço da organização apontava para 2.003 mortes.
De acordo com dados da Hrana, o número de manifestantes mortos era de 1.850, enquanto 135 indivíduos identificados como membros do governo e forças armadas também perderam a vida. Adicionalmente, nove civis e nove crianças não envolvidas nos protestos foram vítimas fatais.
A organização ressaltou que o número total de mortos pode aumentar com a conclusão da análise de 770 casos ainda em investigação.
Além das mortes, a situação tem sido marcada por um grande número de prisões. A Hrana informou que mais de 16.700 pessoas foram detidas durante os protestos. A origem dos protestos inicialmente se concentrava em questões relacionadas ao aumento do custo de vida, mas a mobilização evoluiu para uma contestação ao regime teocrático vigente no país desde a Revolução Iraniana de 1979.
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