Irã intensifica repressão: Detenções e acusações de “guerra interna” aumentam crise. Ministro Rahimi classifica ações a partir de 8 janeiro como “guerra interna”. HRANA aponta 18.434 presos
O ministro da Justiça do Irã, Amir Hossein Rahimi, declarou que indivíduos presos nas ruas a partir de 8 de janeiro são considerados participantes de uma “guerra interna”. Em uma entrevista à agência de notícias Mehr, Rahimi diferenciou as ações ocorridas antes do dia 8 de janeiro, que o governo classifica como manifestações legítimas motivadas por questões econômicas.
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Ele enfatizou que, a partir da data mencionada, as ações se transformaram em algo mais grave.
Rahimi argumentou que as pessoas detidas a partir de 8 de janeiro são consideradas culpadas por terem estado presentes nos locais onde ocorreram os confrontos. Ele afirmou que as punições variariam de acordo com a natureza dos “crimes” e o envolvimento das pessoas nas atividades que estavam participando.
A declaração do ministro ocorre em um contexto de crescente apreensão diante do número elevado de prisões.
A declaração de Rahimi intensifica as preocupações sobre o destino de milhares de indivíduos presos durante os protestos em massa que eclodiram no Irã. A organização Human Rights Activists (HRANA), sediada nos Estados Unidos, relata que até o momento, pelo menos 18.434 pessoas foram detidas desde o início dos protestos.
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O chefe do judiciário iraniano já havia alertado que manifestantes acusados de atos de violência ou atividades classificadas como “terroristas” enfrentariam consequências severas. A situação levanta questões sobre o tratamento legal e o futuro de um grande número de pessoas que foram presas durante os protestos.
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