O Irã reiterou, neste domingo, 8, sua posição inflexível em relação ao enriquecimento de urânio, mesmo em cenários de conflito militar. A sinalização ocorre em um contexto de retomada recente do diálogo diplomático em Omã, considerado positivo por ambos os lados.
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Apesar da abertura para conversas, Teerã reafirmou que o país tem o direito de desenvolver energia nuclear para fins civis e que seu programa nuclear é uma linha vermelha inegociável.
Tensão no Golfo e Pressão Americana
A situação se agrava com o aumento da presença militar americana no Golfo Pérsico. O primeiro-ministro de Israel, cuja identidade não foi mencionada no texto, defende que restrições ao programa iraniano e o fim do apoio a grupos armados hostis a Israel são elementos cruciais em qualquer negociação.
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Washington, por sua vez, mantém a pressão por um acordo mais amplo.
Desafios e Reações
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, foi categórico ao afirmar que o Irã não cederá à exigência americana de abandonar o enriquecimento de urânio, mesmo que isso leve a um confronto. Ele ressaltou que o país avaliaria “medidas de confiança” em relação ao programa nuclear, desde que as sanções internacionais que afetam a economia iraniana fossem suspensas.
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No entanto, Araghchi questionou a real disposição dos Estados Unidos para negociações substanciais, indicando que Teerã analisará “o conjunto de sinais” antes de decidir sobre a continuidade do diálogo.
Avanços e Obstáculos
O aumento da presença militar americana na região, como evidenciado pela visita do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, ao porta-aviões Abraham Lincoln, não parece intimidar o governo iraniano. Apesar das negociações retomadas após os bombardeios americanos em instalações nucleares iranianas, em junho, o presidente americano, Donald Trump, classificou as conversas como “muito boas” e sinalizou a possibilidade de novas rodadas.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também considerou as negociações um “passo à frente”, com apoio de aliados da região. Contudo, Araghchi enfatizou que há um longo caminho a percorrer para reconstruir a confiança e reiterou que o programa balístico do Irã “não é negociável”, por ser um tema de defesa nacional.
Contexto e Preocupações Internas
A situação é complexa, envolvendo acusações de que o Irã busca armas nucleares, negadas por Teerã. As negociações entre iranianos e americanos foram interrompidas após um conflito de 12 dias desencadeado por um ataque israelense. A preocupação com a repressão a protestos internos no Irã, documentada por organizações como a Human Rights Activists News Agency, também influencia o cenário, com relatos de mortes e detenções.
