Irã: Execuções Alarmantes Aumentam Após Protestos e Descontentamento Econômico

Execuções no Irã sobem a níveis alarmantes após protestos. ONG denuncia aumento sem precedentes de execuções, impulsionado por crise e repressão.

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(Imagem de reprodução da internet).

Execuções no Irã Alcançam Nível Alarmante, Denunciam Organizações

A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na , divulgou nesta quinta-feira (1º) dados preocupantes sobre o número de execuções realizadas na República Islâmica. A organização afirma que o ano passado registrou um aumento sem precedentes na aplicação da pena capital, elevando o número de execuções a níveis alarmantes.

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A IHR ressaltou que o balanço é provisório, mas indica um aumento significativo em comparação com anos anteriores.

Números Provisórios Revelam Crescimento da Pena de Morte

Segundo a IHR, o ano passado viu pelo menos 975 execuções, um número que, somado a outras verificações, eleva o total provisório para 1.500. A organização francesa Juntos contra a Pena de Morte também colaborou na coleta desses dados. A entidade enfatiza que este é o maior número de execuções registrado nos últimos 35 anos, desde a fundação da IHR.

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Contexto dos Protestos e Aumento das Execuções

O aumento drástico nas execuções está diretamente ligado aos protestos que eclodiram em setembro de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini. A jovem curdo-iraniana faleceu após ser detida por uma suposta infração no código de vestimenta do país.

A IHR acredita que o governo iraniano utilizou as execuções como forma de tentar conter os protestos.

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Confrontos e Descontentamento Econômico

Em 2023, o número de execuções atingiu 800, e em 2024 ultrapassou as mil. Atualmente, o Irã enfrenta um período de novos protestos, impulsionados pelo descontentamento com a estagnação econômica do país. Na quinta-feira, houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança no sudoeste do Irã, resultando em três mortos, incluindo um policial, conforme reportado pela imprensa local.

Declarações da IHR sobre a Situação

“O objetivo destas execuções foi evitar novos protestos. Mas, como se pode ver nestes dias, não conseguiram”, afirmou Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHR. A organização continua monitorando a situação no Irã, buscando documentar e denunciar as violações de direitos humanos.

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