Desde o final de dezembro de 2025, o Irã enfrenta uma onda de protestos generalizados. De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), os protestos resultaram em 65 mortes e a detenção de mais de 2.000 pessoas. As manifestações foram desencadeadas inicialmente por questões econômicas, incluindo alta inflação, a desvalorização do rial e o aumento dos preços de bens essenciais.
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No fim do ano passado, comerciantes, trabalhadores e cidadãos comuns mobilizaram-se nas ruas, buscando alívio econômico. A instabilidade financeira e a percepção de falta de soluções geraram um crescente descontentamento popular. As demandas se expandiram para incluir reformas políticas e no sistema judiciário, com foco na busca por maior liberdade e na contestação da liderança do aiatolá Ali Khamenei.
O governo respondeu aos protestos com uma forte repressão, conforme relatado pela HRANA. A agência documentou o uso de disparos de armas de fogo, gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, além de ameaças judiciais contra os manifestantes.
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Houve também relatos de interrupções em voos internacionais e alertas de viagem emitidos por governos estrangeiros, desaconselhando viagens ao Irã.
A HRANA informou que os atos de protesto ocorreram em 512 localidades, distribuídas em 180 cidades das 31 províncias do país. Os dados indicam que 50 dos mortos eram manifestantes, sendo 7 menores de idade, 14 eram membros das forças de segurança e policiais, e 1 era um civil ligado ao governo.
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Muitos cidadãos também sofreram ferimentos durante os confrontos.
O aiatolá Ali Khamenei declarou que o Irã “não recuará” diante do que chamou de “atos destrutivos”. O governo intensificou a repressão para conter os protestos.
O Irã acusou os Estados Unidos de incitar os protestos, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apontou a intervenção de Israel como um fator contribuinte. O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, criticou a conduta dos EUA, classificando-a como “ilegal e irresponsável”.
