Irã enfrenta apagão total e protestos: internet bloqueada e crise humanitária

Irã enfrenta apagão total e protestos. Governo implementa bloqueio na internet e telefonia em meio a manifestações. HRANA estima mortos e presos

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(Imagem de reprodução da internet).

Há quase duas semanas, o Irã enfrenta um apagão total em seus serviços de internet e telefonia. A medida foi implementada em meio a intensos protestos contra o governo, que buscava conter as manifestações e limitar a divulgação de informações sobre ações do governo.

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A crise se iniciou no final de dezembro, impulsionada pela alta nos preços de alimentos básicos, decorrente do encerramento de programas de subsídios cambiais.

Impacto e Estimativas

Com o aumento das manifestações, a liderança religiosa do país foi questionada, intensificando a crise econômica e política. Até o momento, não há números oficiais sobre o número de pessoas afetadas. A ONG Human Right Activists News Agency (HRANA) estima que pelo menos 2 mil pessoas perderam a vida e 10 mil foram presas durante os confrontos.

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A Rede Nacional de Informação (NIN)

A crise expôs a dependência do Irã de uma infraestrutura doméstica, a Rede Nacional de Informação (NIN). Criada para sustentar serviços internos, a NIN, também conhecida como “internet halal”, permitia que setores estratégicos continuassem operando em momentos de instabilidade.

No entanto, o modelo se mostrou insuficiente em 2019, quando os manifestantes se organizaram através de chats em videogames autorizados pelo regime.

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Táticas de Bloqueio

Para impedir o uso de alternativas como a internet via satélite, o governo iraniano utilizou jammers, dispositivos de interferência eletrônica, semelhantes aos utilizados para bloquear caixas de som em praias. Esses equipamentos emitem sinais que embaralham a comunicação, sendo potencializados pela instalação de antenas de alta potência próximas aos receptores da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX.

Restabelecimento Parcial e Intervenção Internacional

Apesar do bloqueio, vídeos e relatos conseguiram se espalhar, mostrando cenas de violência e testemunhos de civis. Em resposta, autoridades dos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump, demonstraram interesse em uma parceria com a SpaceX para ampliar o acesso à internet no Irã.

A empresa teria liberado o serviço sem cobrança, embora com relatos de instabilidade, atribuída à interferência eletrônica e ao uso das antenas.

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