Irã em Crise: Pezeshkian se desculpa e revela “ferida amarga” após protestos violentos!

Irã em crise: Pezeshkian pede desculpas e admite “ferida amarga”! 😱 Protestos violentos chocam o país e governo reconhece impacto. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Irã Busca Desculpas e Reconhece Impacto dos Protestos

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, em um pronunciamento nesta terça-feira (11 de fevereiro de 2026), durante as celebrações dos 47 anos da Revolução Islâmica em Teerã, expressou seu pesar pela situação enfrentada pela população devido aos recentes incidentes.

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Sem fazer menção direta às ações das forças de segurança, Pezeshkian declarou-se “envergonhado” e enfatizou sua responsabilidade em auxiliar todos os indivíduos afetados. Ele também admitiu dificuldades para dormir, atribuindo a crise a necessidade urgente de reconstruir o país.

Os protestos, que se intensificaram no final do ano passado, foram desencadeados principalmente pelo agravamento da crise econômica. O Irã enfrenta uma inflação superior a 50% ao ano, uma desvalorização constante do rial e restrições financeiras impostas por sanções internacionais.

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Embora manifestações relacionadas ao custo de vida sejam relativamente comuns no país, a violência associada a este ciclo foi significativamente maior do que em episódios anteriores. Organizações de direitos humanos relatam um número elevado de mortes, com estimativas que variam entre milhares e até 30 mil, dependendo das fontes.

O governo iraniano ainda não divulgou um balanço oficial consolidado. Durante o discurso, Pezeshkian defendeu a união nacional, atribuindo parte da instabilidade a pressões externas. Ele comparou a situação a uma “ferida amarga”, afirmando que o papel do governo é curá-la.

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Enquanto fogos de artifício marcavam o aniversário da República Islâmica, relatos indicam que gritos de “Morte ao Ditador” foram ouvidos em alguns bairros de Teerã, em referência ao líder supremo, Ali Khamenei.

O presidente também abordou o cenário internacional, mencionando a avaliação inicial do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de ação militar em apoio aos manifestantes. Apesar da iniciativa, Washington passou a priorizar a negociação.

Representantes dos dois países mantêm conversas indiretas em Omã, focando no programa nuclear iraniano, além de discutir mísseis balísticos e o apoio de Teerã a grupos aliados na região do Oriente Médio. O governo iraniano sinaliza uma disposição limitada em relação ao tema nuclear, com a possibilidade de enviar material enriquecido para fora do país e reduzir o nível de enriquecimento.

Em entrevista à Al Jazeera, o chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, expressou otimismo em relação ao sucesso das negociações, indicando que, caso bem-sucedidas, outras questões bilaterais poderiam ser incluídas na pauta.

No entanto, ele ressaltou que ainda é cedo para confirmar essa possibilidade.

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