Liderança do Irã Enfrenta Crise Após Ataques e Morte do Aiatolá Khamenei
O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, faleceu após uma série de ataques, incluindo ações lançadas pelos Estados Unidos e Israel, conforme confirmado pela mídia estatal iraniana. A informação foi inicialmente divulgada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, através da plataforma Truth Social.
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Pouco depois, autoridades de Teerã confirmaram oficialmente a morte do líder.
Segundo relatos da imprensa iraniana, a filha, o genro e a neta de Khamenei também perderam a vida no ataque. O país entrará em um período de 40 dias de luto nacional, acompanhado de sete dias de feriado para homenagear o aiatolá.
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Em um vídeo publicado no início do dia, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, com apoio de Israel. Informações da NBC News indicam que Israel focou em atingir lideranças políticas e militares iranianas, enquanto Washington direcionou sua ofensiva para os programas de mísseis balísticos e nucleares do país.
A Casa Branca ainda não divulgou uma lista oficial dos alvos atingidos. Trump fez um apelo direto à população iraniana, sugerindo que eles deveriam “assumir o controle do governo” após o fim dos ataques. Essa declaração intensifica o tom adotado por Washington, reforçando a hipótese de uma mudança de regime, que Teerã historicamente rejeitou.
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Reação Iraniana e Tentativas de Contenção
A reação do Irã foi marcada por ataques retaliatórios. O país lançou mísseis contra Israel e contra bases americanas localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia, elevando o risco de um conflito regional mais amplo.
Até o momento, não há um balanço consolidado das vítimas desses ataques.
Antes da confirmação da morte de Khamenei, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em uma entrevista exclusiva à NBC News, expressou a disposição do país em negociar uma redução da escalada, desde que os Estados Unidos e Israel interrompessem os ataques.
Araghchi classificou a proposta de mudança de regime como “missão impossível”.
A morte do líder supremo gera incertezas sobre a sucessão no comando da República Islâmica, cargo que Khamenei ocupou desde 1989, após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, fundador do regime instaurado em 1979. A ofensiva rápida do Irã também demonstra uma capacidade de funcionamento descentralizada do regime, segundo análises de especialistas.
A ofensiva conjunta e a morte do principal líder político-religioso do Irã representam um ponto de inflexão no conflito entre Teerã, Washington e Tel Aviv, com potencial para alterar o equilíbrio de forças no Oriente Médio nas próximas semanas.
