Irã em Crise: Desemprego em Massa e Economia Devastada pelo Conflito EUA-Israel

Milhões de iranianos enfrentam desemprego em massa e risco de pobreza. Crise econômica aprofunda-se com conflito EUA-Irã. Saiba mais!

28/04/2026 06:52

3 min

Irã em Crise: Desemprego em Massa e Economia Devastada pelo Conflito EUA-Israel
(Imagem de reprodução da internet).

Crise Econômica no Irã Aprofunda-se com Desemprego em Massa

Milhões de iranianos enfrentam a perda de seus empregos e o risco da pobreza, em meio ao conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que completa dois meses nesta terça-feira (28). A situação econômica do país já era delicada antes do aumento das tensões, com a renda nacional per capita tendo caído de cerca de US$ 8 mil em 2012 para US$ 5 mil em 2024, devido à inflação, corrupção e sanções internacionais.

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Essa crise se agrava com os ataques aéreos que atingiram diversas indústrias, gerando um impacto devastador no mercado de trabalho.

Segundo estimativas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), até 4,1 milhões de pessoas poderiam ficar desempregadas até o final do ano. O portal de notícias EcoIran reporta que mais de 23 mil fábricas e empresas foram danificadas, resultando em aproximadamente um milhão de empregos perdidos.

O vice-ministro do Trabalho e da Segurança Social do Irã, Gholamhossein Mohammadi, estima que o efeito indireto dos ataques tenha deixado mais um milhão de pessoas sem emprego. A interrupção do transporte marítimo e as importações também contribuíram para a fragilidade da economia de Teerã, colocando 50% dos empregos em risco.

Impacto Direto e Indireto do Conflito

Dados oficiais revelam um aumento significativo nas solicitações de seguro-desemprego – 147 mil nos últimos dois meses, um aumento de três vezes em relação ao ano anterior. A taxa de inflação anual em março atingiu 72%, com um impacto ainda maior em bens essenciais.

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Os ataques israelenses do mês passado deixaram milhares de trabalhadores em licença não remunerada, afetando setores como a siderurgia, com a Siderúrgica Mobarakeh e a Siderúrgica Khuzestan negando demissões, embora os prejuízos à indústria pesada estejam se espalhando.

A fabricante de reboques Maral Sanat, por exemplo, demitiu 1.500 trabalhadores devido à falta de aço, enquanto a têxtil Borujerd reduziu sua força de trabalho em 700 funcionários.

Desafios Adicionais e Perspectivas

A professora Somayeh, de Isfahan, ilustra o impacto da crise em vidas cotidianas. Com o acesso limitado à internet, devido a restrições, ela perdeu a capacidade de continuar ministrando suas aulas online, que antes eram bem-sucedidas. “Nada funciona direito mais”, relata, “os alunos não conseguem acessar a internet ao mesmo tempo, as plataformas ficam travando”.

Essa situação é particularmente crítica para mulheres que trabalham em casa, como Somayeh, e para outras que dependem de renda para sustentar suas famílias. A crise econômica intensificou as críticas à política econômica do governo, que ordenou aumentos salariais para seus funcionários, enquanto empresas enfrentam dificuldades para manter seus salários.

A Câmara de Comércio de Teerã defende a priorização da preservação de empregos, instando as empresas a demonstrarem “compaixão e sacrifício” durante a crise. O governo atribui as dificuldades a uma guerra injusta imposta pelos EUA e Israel, e planeja ampliar o programa de vouchers mensais para auxiliar os mais pobres.

A situação em praticamente todos os aspectos da vida no Irã permanece sombria, com a guerra sem perspectiva de resolução. A incerteza constante e a queda na renda representam um fardo para a população, como expressa Somayeh: “A queda na renda é ruim, mas o pior é essa incerteza constante.

Você nunca sabe o que vai acontecer em seguida.”

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