Em uma tentativa de desescalar as tensões no Oriente Médio, Estados Unidos e Irã retomaram nesta terça-feira, 17, negociações em Genebra, na Suíça. O encontro, mediado pelo Omã, ocorre em um contexto de crescente preocupação com a situação geopolítica da região.
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As discussões visam, principalmente, o programa nuclear iraniano, mas também incluem questões relacionadas aos mísseis balísticos e ao apoio iraniano a grupos armados na região.
Ações e Declarações Recentes
As negociações se desenrolam em meio a ações recentes que intensificaram a tensão. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, criticou abertamente a presença de forças navais americanas na região, afirmando que navios de guerra representam “uma arma perigosa, mas mais perigosa é a arma capaz de afundá-los”.
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O porta-aviões USS Abraham Lincoln, com cerca de 80 aeronaves e 11 navios de guerra, foi mobilizado para a região, conforme imagens de satélite revelaram.
Manobras Militares e Propostas de Acordo
Paralelamente, a Guarda Revolucionária iraniana realizou exercícios militares no estreito de Ormuz, envolvendo a mobilização de barcos e helicópteros, além de testes de drones e mísseis. A televisão estatal iraniana informou que as manobras visam preparar a força para “possíveis ameaças militares e de segurança”, e que o Irã fechará partes do estreito “por segurança”, sem especificar o período.
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Posições e Expectativas
O porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, enfatizou que qualquer acordo deve incluir alívio econômico, com o levantamento das sanções sendo “indissociável” da questão nuclear. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve a pressão sobre Teerã, reiterando a necessidade de ter o USS Gerald R.
Ford à disposição, caso um acordo não seja alcançado. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que “o que não está sobre a mesa é a submissão às ameaças” e que viajou a Genebra “com ideias reais para chegar a um acordo justo e equitativo”.
