O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, expressou preocupações sobre a influência de Israel nas discussões diplomáticas entre Teerã e Washington. A declaração foi feita durante uma entrevista a jornalistas em Teerã, na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, antecedendo a visita do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (Likud, direita) à capital americana.
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As informações foram divulgadas pelo jornal .
Retomada das Conversas Diplomáticas
Teerã e Washington retomaram os esforços diplomáticos em Omã, na sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, após um período de interrupção nas negociações. Essa retomada ocorreu após meses de impasse, motivado por tensões entre os países. As conversas anteriores haviam sido interrompidas devido a bombardeios israelenses contra alvos iranianos, o que desencadeou uma crise que culminou em uma guerra aérea de 12 dias.
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Foco nas Negociações e Interesses Nacionais
Baghaei enfatizou que a parte negociadora iraniana é a América. Ele ressaltou a importância de Washington tomar decisões independentes, sem se deixar influenciar por pressões externas, especialmente pela influência considerada “destrutiva” de Israel na região.
O porta-voz iraniano afirmou que o regime sionista se opõe a qualquer processo diplomático que leve à paz na região.
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Conflito de Junho de 2025 e Perspectivas Futuras
Baghaei mencionou o conflito de junho de 2025, quando Israel atacou instalações iranianas, incluindo alvos militares e nucleares. Ele destacou que essa experiência negativa influenciará a abordagem do Irã nas negociações, com o objetivo de garantir os interesses nacionais do país por meio da diplomacia.
O Irã busca o alívio de sanções em troca do controle de seu programa nuclear.
Reuniões Regionais e Impacto do Conflito
As conversas diplomáticas estão sendo conduzidas em Omã e Catar, com o apoio de Ali Larijani, chefe do CSNI (Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã), que realiza visitas diplomáticas regionais. Grupos de monitoramento relatam que pelo menos 7.000 pessoas foram mortas durante a repressão aos protestos de janeiro de 2026, com estimativas indicando que o número total de vítimas pode ser até três vezes maior.
Um apagão de internet de um mês obscureceu a extensão completa dos acontecimentos, e mais de 50.000 pessoas teriam sido detidas.
