Irã e EUA em Relações de Tensão: Negociações em Xeque e Ameaças no Golfo Pérsico!

Irã desafia Trump e EUA: negociações em xeque! 🤯 Teerã mantém posição firme no enriquecimento de urânio, apesar das ameaças americanas. Saiba mais!

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Anti-Iranian regime protesters hold pre-1979 Islamic Revolution Iranian flags, US flags and light their cellphones during a gathering outside the US Consulate in Milan, on January 13, 2026. (Photo by Piero CRUCIATTI / AFP)

Irã Mantém Posição Firme em Negociações com EUA, Apesar de Ameaças

O Irã reafirmou neste domingo (8) sua determinação de não abandonar o enriquecimento de urânio, mesmo diante de uma possível “guerra” com os Estados Unidos, que mantêm uma forte presença militar no Golfo Pérsico. Após uma primeira rodada de conversas na sexta-feira (6) em Omã, descrita como positiva por ambos os lados, os dois países reiteraram a disposição de continuar o diálogo, embora Teerã mantenha suas “linhas vermelhas”, aceitando discutir apenas seu programa nuclear e enfatizando o direito de desenvolver energia atômica para fins civis.

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Os Estados Unidos, que mobilizaram uma grande força militar na região, exigem um acordo mais amplo, incluindo a limitação da capacidade de mísseis balísticos iranianos e o fim do apoio a grupos armados hostis a Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, viajará a Washington na quarta-feira (11) para pressionar Donald Trump por uma postura firme contra Teerã, conforme declarado pelo gabinete de Netanyahu, que insiste que esses dois aspectos “sejam incluídos em quaisquer negociações”.

Dúvidas sobre a Seriedade dos Negócios

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, expressou dúvidas sobre a “seriedade” dos Estados Unidos em “realizar negociações reais”. “O Irã avaliará todos os sinais e decidirá sobre a continuação das negociações”, afirmou Araqchi, acrescentando que o destacamento militar dos EUA “não nos intimida”.

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A situação tensa na região continua a ser monitorada de perto.

Possíveis Medidas de Confiança

Em outra frente, Araqchi indicou que Teerã poderia considerar “uma série de medidas de construção de confiança em relação ao programa nuclear” em troca da suspensão das sanções internacionais que sufocam a economia iraniana. No entanto, durante coletiva de imprensa, o chanceler expressou dúvidas sobre a “seriedade” dos Estados Unidos em “realizar negociações reais”.

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Pressão Militar e Ameaças

A tensão na região se intensificou com as ameaças contínuas de intervenção militar do presidente americano Donald Trump, inicialmente em resposta à violenta repressão aos protestos de janeiro e, posteriormente, para pressionar Teerã por um acordo.

Após as conversas de sexta-feira entre Witkoff, Kushner e Araqchi, as primeiras desde os ataques aéreos americanos às instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, o presidente americano descreveu o diálogo como “muito bom” e disse que as conversas continuariam “no início da próxima semana”.

A Longo Caminho para a Confiança

As negociações, “conduzidas com o apoio de governos amigos da região, constituem um passo à frente”, declarou o presidente iraniano Masoud Pezeshkian no domingo. No sábado, em entrevista à emissora catariana Al Jazeera, Araqchi afirmou ter concordado com Washington em realizar outra rodada de negociações “em breve”, mas observou que ainda há “um longo caminho a percorrer para construir confiança”.

Ele reiterou que a capacidade de mísseis balísticos do Irã “jamais poderá ser negociada”, pois trata-se de “uma questão de defesa”.

Conflito e Controvérsias

Quase 7.000 mortos. Países ocidentais e Israel acusam o Irã de tentar adquirir armas nucleares, o que Teerã nega. Irã e Estados Unidos iniciaram negociações no ano passado, mas o diálogo estagnou devido à questão do enriquecimento de urânio e foi congelado pela guerra de 12 dias, desencadeada em junho por um ataque israelense ao Irã.

Trump afirmou que os ataques aéreos dos EUA durante o conflito “aniquilaram” a capacidade nuclear do Irã, mas a extensão exata dos danos permanece desconhecida. Após a repressão aos protestos em janeiro, Trump voltou a ameaçar uma intervenção.

A ONG americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) relatou 6.961 mortes confirmadas — a maioria de manifestantes — e mais de 51.000 prisões. O Irã alertou que, em caso de ataque, atingiria bases americanas na região e poderia bloquear o Estreito de Ormuz, ponto de trânsito crucial para o fornecimento global de energia.

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