Negociações Nucleares Irã-EUA: Um Tentativo de Resolução Após Ameaças
O Irã anunciou, nesta terça-feira (3), que o chanceler Abbas Araghchi será encarregado de iniciar negociações nucleares “equitativas” com os Estados Unidos. A iniciativa surge após as declarações do presidente Donald Trump, que alertou para “coisas ruins” caso não haja um acordo.
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A informação foi divulgada por uma fonte árabe sob condição de anonimato. Segundo a fonte, as negociações se iniciam com base nas “gestões de Egito, Catar, Turquia e Omã”.
Instruções de Pezeshkian e a Busca por um Ambiente Adequado
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a Araghchi que prossiga com negociações “justas e equitativas”, desde que exista um ambiente livre de ameaças e expectativas irrealistas. A declaração foi feita através da rede social X. A situação se agrava com a pressão internacional, intensificada desde o início de janeiro, após a repressão aos protestos que eclodiram no Irã, inicialmente motivados pelo custo de vida, mas que rapidamente se transformaram em um movimento contra o regime teocrático.
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Ameaças de Trump e a Complexidade das Negociações
Apesar das advertências de Trump, que mencionou “coisas ruins” caso não haja acordo, as partes buscam uma solução. O presidente americano, em declarações à Casa Branca, expressou a esperança de alcançar um acordo, alertando que, em caso de fracasso, “coisas ruins” podem acontecer.
A questão do enriquecimento de urânio continua sendo um ponto de discórdia, com os Estados Unidos exigindo que o Irã renuncie a essa prática, algo que Teerã se recusa, alegando seu direito em virtude do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
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A Situação Interna no Irã e as Sanções
Enquanto as negociações se desenrolam, a situação interna no Irã permanece tensa, com a repressão aos protestos continuada. A televisão estatal informou sobre a detenção de quatro cidadãos estrangeiros, cujas nacionalidades não foram reveladas.
A Organização de Ativistas pelos Direitos Humanos (HRANA) estima que mais de 42 mil pessoas foram presas durante os protestos e 6.854 morreram, a maioria manifestantes. As autoridades iranianas reconhecem a morte de milhares de pessoas, mas afirmam que a maior parte eram agentes de segurança ou transeuntes assassinados por “terroristas”.
A República Islâmica também decidiu convocar os embaixadores europeus no país após a União Europeia (UE) designar a Guarda Revolucionária como “organização terrorista”.
