Irã e EUA Alcançam Entendimento Preliminar em Negociações sobre o Programa Nuclear
O governo do Irã anunciou nesta terça-feira um acordo com os Estados Unidos sobre os “princípios orientadores” para tratar do impasse envolvendo seu programa nuclear. As negociações, realizadas em Genebra, representam um passo em frente, embora pontos sensíveis ainda necessitem de definição.
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Segundo autoridades iranianas, houve convergência sobre diretrizes centrais, mas questões estruturais permanecem sem solução.
Representantes dos dois países reconheceram que divergências persistem e que questões fundamentais ainda precisam ser negociadas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as tratativas avançaram, mas ressaltou que “ainda há trabalho a ser feito”.
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A mediação do encontro ficou a cargo de Omã, com o chanceler Badr Albusaidi informando que as reuniões resultaram em um progresso na identificação de objetivos comuns e questões técnicas relevantes.
Tensão Diplomática e Ameaças
O encontro ocorreu em meio a um cenário de crescente tensão diplomática entre Teerã e Washington. O Irã tem reiterado ameaças militares, mencionando a repressão a protestos internos e o avanço das atividades nucleares. Estados Unidos e aliados europeus expressam preocupação com a proximidade do Irã de obter capacidade nuclear, uma acusação negada por Teerã.
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Participação Indireta e “Linhas Vermelhas”
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, avaliou que o processo apresentou resultados distintos, com concordância em retomar as negociações, mas com a confirmação de que o presidente estabeleceu “linhas vermelhas” que os iranianos ainda não aceitam.
Trump classificou as conversas como “muito importantes” e afirmou que participa “indiretamente” das negociações, mencionando que o governo iraniano estaria mais disposto ao diálogo nesta etapa.
Posições Divergentes e Ameaças Contínuas
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou que Washington impedirá o Irã de obter armas nucleares “de um jeito ou de outro”. A declaração ocorreu durante uma reunião ministerial da Agência Internacional de Energia, em Paris. “Os iranianos foram muito claros sobre o que farão com armas nucleares. É totalmente inaceitável”, disse Wright. “Portanto, de um jeito ou de outro, vamos impedir o avanço do Irã rumo às armas nucleares”.
Aumento da Presença Militar Americana
O contexto inclui o aumento da presença militar americana na região nas últimas semanas. A BBC confirmou, por imagens de satélite, a presença de navios de guerra americanos na região, incluindo o USS Gerald R. Ford, descrito como o maior navio de guerra do mundo, que pode chegar à região nas próximas semanas.
O número de destróieres, navios de combate e caças americanos também cresceu na área.
Reações e Desafios
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, reagiu às declarações americanas, acusando os Estados Unidos de tentar “predeterminar” o resultado das negociações. Na segunda-feira, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica realizou exercício naval no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o fluxo global de petróleo.
