Irã Reforça Postura em Negociações sobre Mísseis e Segurança no Estreito de Ormuz
Em meio a intensas negociações em Genebra, mediadas pelo Omã, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, manifestou publicamente sua oposição às exigências internacionais de limitar o programa de mísseis do país. A declaração, feita na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, ressaltou que a dissuasão militar é uma “obrigação nacional”, demonstrando a firmeza do governo iraniano diante das pressões externas.
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As conversas indiretas, que envolveram representantes dos Estados Unidos, liderados pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, e da equipe iraniana, buscaram estabelecer princípios orientadores para um possível acordo. Apesar do diálogo, as divergências sobre o programa nuclear iraniano permanecem significativas.
Washington insiste na paralisação do enriquecimento de urânio e na redução dos estoques, enquanto Teerã considera essas demandas como violações de sua soberania.
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Paralelamente às negociações, a Guarda Revolucionária Islâmica realizou exercícios navais no Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global de petróleo e gás. O comandante naval Alireza Tangsiri enfatizou a prontidão das forças para responder a qualquer tentativa de interrupção do tráfego, demonstrando a importância estratégica da área para o Irã.
O cenário é complexo, marcado por sanções severas impostas após a saída unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear, assinado em 2023. O objetivo de Teerã é obter o alívio dessas restrições, que têm impactado negativamente a economia do país, como evidenciado pela desvalorização do rial, que atingiu cerca de 1,63 milhão de riais.
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A situação exige cautela e negociação, com o Irã buscando equilibrar suas prioridades de segurança nacional com a necessidade de reativar sua economia.
