Irã demonstra abertura para diálogo com EUA, critica postura de Trump
Irã demonstra abertura para diálogo com EUA, critica postura de Trump. Presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, expressa ceticismo sobre intenções dos EUA
Irã Manifesta Disponibilidade para Negociações com EUA, Critica Abordagem de Trump
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Irã está preparado para iniciar diálogos com os Estados Unidos. No entanto, Ghalibaf expressou ceticismo em relação à intenção por trás dessas conversas, afirmando que elas não correspondem ao que o presidente dos EUA, aliado ao Partido Republicano, busca.
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A declaração foi feita após a chegada de uma frota de apoio militar norte-americana ao Oriente Médio, ocorrida na segunda-feira (26 de janeiro de 2026). Na quarta-feira (28 de janeiro), o ex-presidente Donald Trump descreveu as tropas recém-chegadas como “uma bela armada”, relembrando operações anteriores conduzidas pelos Estados Unidos na região.
Ghalibaf criticou a postura de Trump, afirmando que o objetivo do líder americano é impor sua vontade. A movimentação militar norte-americana se deu em meio a dificuldades econômicas no Irã, que enfrentam desvalorização da moeda, inflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais.
O presidente do Parlamento iraniano admitiu que o país enfrenta desafios econômicos, alguns dos quais poderiam ser resultado de má gestão. Contudo, ressaltou que o Irã está sob “pressões tirânicas” decorrentes das sanções impostas pelos Estados Unidos.
Trump tem emitido declarações contraditórias sobre uma possível intervenção militar.
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Em 14 de janeiro, Trump mencionou a possibilidade de uma ação após o que ele alega ter sido um abandono do regime do aiatolá Ali Khamenei em relação à execução de manifestantes. No dia anterior, havia declarado que tomaria medidas caso o Irã prosseguisse com a sentença.
Ali Khamenei, líder supremo do sistema político iraniano estabelecido após a Revolução Islâmica de 1979, lidera o país.
Ghalibaf afirmou que Trump “pode começar uma guerra”, mas “não tem controle” sobre o desfecho do conflito. Os protestos que eclodiram no Irã no final de dezembro resultaram em mais de 6.000 mortes, segundo a (Human Rights Activist News Agency).
Questionado sobre as mortes, Ghalibaf atribuiu a culpa a “agentes estrangeiros” que promoveram um “plano concebido inteiramente fora do país”.
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