Irã enfrenta crise na internet: bloqueio causa prejuízos e críticas. Autoridades culpam manifestantes; empresários pedem solução urgente.
O Irã continua a lidar com as consequências do bloqueio da internet, implementado pelas autoridades como resposta aos protestos em larga escala que ocorreram no país. Essa medida causou a paralisação do comércio, agravando uma economia já vulnerável.
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O bloqueio começou em 8 de janeiro, após a ocorrência da repressão mais intensa desde a Revolução Islâmica de 1979.
A incerteza sobre o momento em que a conexão com a internet global será totalmente restaurada é um fator de grande preocupação. Apesar de a rede doméstica iraniana permitir acesso limitado a plataformas como sites governamentais e intranets escolares, a conectividade com a internet global, essencial para o funcionamento de muitas empresas, permanece interrompida.
As restrições geraram críticas de empresários e de alguns membros do governo. Jalil Jalalifar, da Câmara de Comércio Conjunta Irã-Rússia, expressou a irritação dos agentes econômicos, destacando a necessidade urgente de encontrar soluções para que os comerciantes possam manter a comunicação com o mundo exterior.
Órgãos de segurança e judiciais atribuem a internet o papel de facilitar a comunicação entre os manifestantes e potências estrangeiras durante os protestos. O parlamentar Abolfazl Zahravand, em declaração à mídia estatal, argumentou que a internet tem sido utilizada para fins de controle e repressão.
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