Judiciário iraniano acelera julgamentos de manifestantes; Execução de Erfan Soltani marcada para 14 de janeiro. Organizações temem aplicação da pena de morte.
O Judiciário iraniano anunciou que realizará julgamentos “rápidos” para manifestantes detidos durante os protestos que eclodiram no país. A medida ocorre em um momento de grande tensão, com organizações internacionais temendo a aplicação em massa da pena de morte.
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As manifestações, iniciadas como um protesto contra o aumento do custo de vida, evoluíram para um movimento contra o regime teocrático que governa o Irã desde 1979, liderado pelo líder supremo Ali Khamenei desde 1989.
O presidente americano, cujas intenções em relação ao Irã permanecem incertas, declarou que agiria “com firmeza” caso as autoridades iniciassem execuções de presos durante os protestos. O Irã respondeu acusando Washington de buscar um “pretexto” para justificar uma intervenção militar e uma possível mudança de regime.
A Anistia Internacional e o Departamento de Estado dos EUA expressaram preocupação com a possível execução de Erfan Soltani, de 26 anos, cuja execução está marcada para 14 de janeiro, conforme divulgado pelo Departamento de Estado em uma mensagem em farsi na rede X.
A repressão nos protestos resultou em pelo menos 734 mortos, segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), que estima que o número real de vítimas possa ser significativamente maior. O acesso à internet permanece cortado em todo o país, dificultando o acesso à informação.
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Há relatos de massacres em larga escala realizados pelas forças de segurança, conforme apontado pela Human Rights Watch. A mídia estatal iraniana transmite imagens da destruição e presta homenagens aos membros das forças de segurança mortos.
As condenações internacionais aumentam. A União Europeia declarou-se “horrorizada” e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, denunciou o número “apavorante” de mortos, considerando novas sanções contra Teerã. Sanções foram anunciadas pelo presidente Trump.
Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irã deposto em 1979, instou o exército a “unir-se ao povo o mais rápido possível”.
Analistas consideram prematuro prever a queda do poder teocrático no Irã, destacando os instrumentos repressivos do país, incluindo a Guarda Revolucionária. A situação permanece complexa e volátil.
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