Irã ameaça retaliação! Governo anuncia que responderá com força a ataques na região. Negociações sobre programa nuclear sem avanços em Genebra.
O governo do Irã comunicou, na quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), que poderá retaliar contra bases, instalações e ativos de uma “força hostil” na região caso seja alvo de agressão militar. Essa posição foi formalizada através de uma carta enviada ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.
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A mensagem, divulgada pela missão permanente iraniana nas Nações Unidas, ressalta que declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, indicam um “risco real de agressão militar”.
Teerã enfatiza que não busca um conflito, mas que responderá “decisivamente” em caso de ataque. O comunicado surge em um contexto de pressão dos Estados Unidos, que impõem um prazo de 10 a 15 dias para que o Irã apresente um acordo considerado “significativo” sobre seu programa nuclear.
O presidente norte-americano, em declarações proferidas a jornalistas a bordo do Air Force One e durante uma reunião do Conselho de Paz, em Washington, expressou otimismo sobre avanços, mas reiterou a necessidade de um entendimento amplo.
O republicano mencionou, ao comentar sobre ações realizadas pelos EUA em junho de 2025, que o potencial nuclear iraniano teria sido “dizimado”. Washington sinalizou a possibilidade de “levar isso um passo adiante”, e a resposta sobre os próximos passos deve ser conhecida “nos próximos 10, 15 dias, no máximo”.
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A situação se agrava com o reforço militar dos Estados Unidos no Oriente Médio.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, declarou que o regime iraniano não será derrubado e reagiu a ameaças de Washington, afirmando que pressões externas não mudarão a estrutura política do país. O impasse em torno do programa nuclear iraniano persiste há anos.
Representantes norte-americanos e iranianos se reuniram na terça-feira (17 de fevereiro) em Genebra para discutir a questão nuclear iraniana, mas sem resultados concretos. A possível campanha militar seria significativamente mais abrangente que a intervenção na Venezuela, realizada em janeiro de 2026.
Washington estabeleceu um prazo de duas semanas para que o Irã apresente uma proposta detalhada sobre seu programa nuclear.
A força militar dos EUA no Oriente Médio aumentou nas últimas semanas. Sistemas de armas e munições foram transportados para a região em mais de 150 voos militares de carga. Nas últimas 48 horas, 50 caças adicionais, incluindo modelos F-35, F-22 e F-16, foram deslocados para bases na região.
O contingente norte-americano inclui 2 porta-aviões, 12 navios de guerra, centenas de aeronaves de combate e múltiplos sistemas de defesa aérea.
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