Investigação da Elliptic aponta que Irã acumulou US$ 507 milhões em criptomoedas (R$ 2,6 bi) via USDT. A análise revela estratégia para contornar sanções internacionais
Uma investigação conduzida pela empresa Elliptic revelou que o Irã adquiriu uma quantia considerável de criptomoedas vinculadas ao dólar durante o ano de 2023. O valor total das compras foi estimado em US$ 507 milhões (equivalente a R$ 2,6 bilhões na cotação atual).
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A investigação focou na compra de unidades da USDT, uma stablecoin emitida pela Tether, que é a maior do segmento de criptomoedas pareadas ao dólar.
A Elliptic identificou as carteiras digitais onde os ativos foram mantidos. A empresa também investigou as transações realizadas e o histórico das movimentações dos fundos.
As compras foram realizadas em abril e maio de 2023, com pagamentos em dirham dos Emirados Árabes Unidos. A empresa Modex foi identificada como a empresa responsável por intermediar as transações.
A Elliptic avalia que as compras representam uma acumulação “sistemática” de criptomoedas. A empresa acredita que o montante total pode ser ainda maior, pois algumas carteiras digitais não foram incluídas na análise devido à falta de confirmação.
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A estratégia iraniana visa reduzir o impacto das sanções internacionais. As stablecoins adquiridas teriam sido utilizadas em negociações internacionais e para evitar a desvalorização da moeda local.
A Elliptic sugere que o Irã busca criar um “mecanismo bancário à prova de sanções que replica a utilidade de contas internacionais de dólar”, visando manter o valor da moeda americana.
A empresa destaca que as características de transparência da tecnologia blockchain podem dificultar os planos do Irã. Em junho do ano passado, a Tether anunciou o congelamento de US$ 37 milhões em criptomoedas associadas ao país.
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