Novo estudo do Ipea alerta: jornada de 40 horas pode elevar custos das empresas! 🚨 O documento analisa o impacto da PEC na economia e revela dados cruciais. Saiba mais!
Uma nova nota técnica, divulgada na terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), analisa o possível impacto da adoção de uma jornada de trabalho de 40 horas semanais nos custos das empresas. O estudo aponta para um aumento de 7,84% no custo médio do trabalho celetista, mas também ressalta que o efeito final sobre os custos totais pode ser menor do que se imagina, especialmente quando se considera a economia como um todo.
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A análise se baseia em dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023. O principal ponto levantado é que a redução da jornada implica em um salário-hora mais elevado, mantida a remuneração nominal. O documento, disponível em formato PDF (1,3 MB), detalha as metodologias utilizadas e os resultados obtidos.
Felipe Pateo, técnico da Disoc (Diretoria de Estudos e Políticas Sociais) do Ipea, explicou que os empresários podem responder a esse aumento de custos de diversas maneiras, incluindo a redução da produção ou a busca por ganhos de produtividade.
Ele enfatizou que o debate sobre a questão deve considerar também os efeitos sociais, como a qualidade de vida e o tempo dedicado a cuidados pessoais.
O estudo também compara a possível mudança com reajustes do salário-mínimo, apontando que aumentos reais de 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024 não resultaram em queda do nível de emprego. Além disso, o documento revela que a jornada de 44 horas ainda é predominante, representando 74% dos trabalhadores celetistas na Rais 2023.
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Dados revelam que, em 31 dos 87 setores analisados, mais de 90% dos vínculos estão acima de 40 horas. O estudo também destaca que jornadas mais longas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. A remuneração média mensal em contratos de 40 horas é de R$ 6.211, enquanto nos vínculos de 44 horas, o valor corresponde a 42,3% desse montante.
A nota técnica sugere que a medida poderia contribuir para reduzir desigualdades no mercado de trabalho formal. O debate sobre a questão se intensifica com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de 6 por 1 na Câmara dos Deputados.
O presidente da Câmara, (Republicanos-PB), já encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação deve ocorrer ainda em 2026. Entidades empresariais, como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), expressam preocupação com a proposta.
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