Investimentos em Ativos Reais Discorrem sobre 2026 e Retornos Globais

Investimentos em ativos reais, como imóveis e infraestrutura, devem crescer em 2026, aponta a HMC Capital, com projeção de retorno de 3% e foco em infraestrutura e logística

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(Imagem de reprodução da internet).

O ano de 2026 projeta-se como um momento crucial para o aumento dos investimentos em ativos reais, abrangendo setores como imóveis, infraestrutura e logística, tanto no Brasil quanto em escala global. Após um período de dificuldades, caracterizado por taxas de juros elevadas e flutuações nos preços desses ativos, o cenário econômico apresenta sinais de mudança.

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A gestora HMC Capital, que administra um portfólio de mais de US$ 22,5 bilhões, destaca o ressurgimento do interesse de investidores institucionais nesses setores.

Perspectivas de Retorno em 2026

A análise da HMC, detalhada em seu relatório anual antecipado à EXAME, prevê que, considerando os riscos geopolíticos, a persistência da inflação e a transição energética em curso, os ativos reais não apenas oferecerão proteção, mas também gerarão retornos absolutos significativos.

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A estimativa de retorno anual pode atingir cerca de 3%, o que, por sua vez, deve facilitar o acesso ao crédito e impulsionar os preços de ativos como imóveis e concessões públicas.

Oportunidades de Valorização

Além disso, muitos ativos reais ainda apresentam preços abaixo dos níveis pré-pandemia, o que representa oportunidades de valorização, especialmente para fundos que buscam renda estável e menor volatilidade em comparação com o mercado de ações.

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A recomendação da gestora enfatiza o reforço dos investimentos em infraestrutura, galpões logísticos e moradia.

Desempenho Setorial

O mercado imobiliário passou por uma correção de preços nos últimos anos, notadamente no setor de escritórios. Nos Estados Unidos, o valor de venda de edifícios comerciais em áreas centrais diminuiu cerca de 50% desde o pico de 2020. No entanto, investidores estão novamente atentos a esse tipo de ativo, esperando por uma estabilização dos preços em 2026.

No segmento residencial, a escassez de novos lançamentos nos últimos anos pode equilibrar a oferta. Os Estados Unidos possuem uma produção anual de aproximadamente 600 mil unidades, e a projeção de déficit até 2035 é de mais de 4 milhões de moradias.

A demanda é impulsionada por cidades menores e mais acessíveis, que absorveram a maior parte do crescimento recente.

Foco em Logística e Infraestrutura

O setor de logística continua sendo um dos mais robustos, com alta ocupação e aluguéis em crescimento, impulsionados pelo avanço do comércio eletrônico, que deve atingir 30% do varejo americano até 2030. Shoppings e centros comerciais com foco em supermercados e serviços do dia a dia mantêm um desempenho mais estável.

O setor de infraestrutura privada deve liderar os investimentos em 2026, impulsionado pela digitalização da economia e pela transição energética. Projetos como data centers, redes de energia, estações de recarga para veículos elétricos e hidrogênio verde estão recebendo apoio de políticas públicas, como o IRA nos Estados Unidos e o Green Deal na Europa.

Contratos de infraestrutura com reajuste automático da inflação oferecem proteção contra a inflação e combinam estabilidade, crescimento e valorização no longo prazo.

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