Em 2025, o investimento estrangeiro na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) alcançou um valor de R$ 25,5 bilhões, representando o melhor desempenho anual desde 2023. Esse resultado positivo se destaca em comparação com o ano anterior, que registrou uma retirada líquida de capital externo no valor de R$ 32,1 bilhões.
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Follow-ons e o Impacto no Saldo Positivo
Considerando as operações de “follow-ons”, onde empresas já listadas na Bolsa vendem ações adicionais para captar recursos, o saldo de investimento estrangeiro finalizou-se positivo em R$ 26,9 bilhões. Um “follow-on” difere de um IPO (Oferta Pública Inicial), que é a abertura de capital de uma empresa.
Contexto Econômico Global e Nacional
Em 2025, o cenário econômico global influenciou significativamente o mercado financeiro brasileiro. O Federal Reserve, o banco central dos EUA, retomou o ciclo de cortes de juros, o que reduziu o rendimento dos títulos públicos norte-americanos e aumentou o apetite por ativos de risco.
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A política comercial dos Estados Unidos e o aumento do endividamento, juntamente com a paralisia governamental nos EUA, também impactaram os mercados financeiros. Os investidores reagiram a mudanças nas expectativas de juros, inflação, política fiscal e ao ambiente externo, em um contexto de incertezas.
A Selic e a Inflação
O Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, para 15% ao ano em junho, mantendo essa taxa até o final do ano. A autoridade monetária buscou um aperto monetário prolongado para controlar a inflação, que visa o centro da meta de 3%.
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 30 de dezembro, que a taxa de desemprego atingiu o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012. O Banco Central observou sinais “incipientes” de desaquecimento no mercado de trabalho, alertando para vetores inflacionários adversos, especialmente na inflação de serviços.
Projeções e Dívida Pública
As projeções dos agentes financeiros indicam que o dólar fechará 2026 aos R$ 5,50. A preocupação com as incertezas fiscais também foi notada por economistas. O Banco Central divulgou, em 30 de dezembro, que o déficit nominal acumulado em 12 meses do setor público consolidado somou um valor significativo.
A dívida bruta do Brasil ultrapassou R$ 10 trilhões, e os agentes financeiros preveem um aumento dos gastos públicos em 2025, devido às eleições. Essa expansão fiscal pode impactar o consumo das famílias e, consequentemente, pressionar a inflação de serviços, além de potencialmente retardar o ciclo de cortes de juros e aumentar o custo da dívida pública.
