Investimento em Cidades: Especialistas Alertam para Riscos e Propostas Urgentes!

Investimento em cidades enfrenta desafios? Painéis em BH discutem soluções! Projetos mal definidos afastam o setor privado. Miguel Noronha e Leonardo Castro apontam riscos e propõem integração entre público e privado. Descubra as estratégias para atrair investimentos!

23/03/2026 15:46

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(Imagem de reprodução da internet).

Investimento Privado em Cidades: Desafios e Soluções Identificadas

Painéis de discussão e análises apontam que o interesse do setor privado em investir em cidades depende crucialmente da qualidade e definição dos projetos. O diretor de Investimentos da BMPI, Miguel Noronha, destacou a importância de “bons projetos de concessões e PPPs“, identificando os principais fatores que afastam o investimento.

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Noronha enfatizou que projetos com matriz de risco mal definida, uma definição de custos inadequada e uma projeção de receitas insuficiente representam grandes preocupações para o setor privado. A falta de clareza nesses aspectos dificulta a avaliação do potencial de retorno e aumenta os riscos associados ao investimento.

O evento Eloos, promovido pela Itatiaia em parceria com a CNN Brasil, abordou o futuro do investimento privado nas cidades. O encontro, realizado nesta segunda-feira (23), em Belo Horizonte, reuniu especialistas para discutir os desafios e oportunidades do setor.

O secretário municipal de Política Urbana de Belo Horizonte, Leonardo Castro, ressaltou a necessidade de integração entre os diferentes agentes envolvidos – poder público, setor privado e sociedade civil. Ele argumentou que o sucesso de um modelo urbano depende do equilíbrio entre essas forças, alertando para a criação de territórios informais e projetos públicos problemáticos quando não há essa correlação adequada.

Castro enfatizou que a falta de planejamento e a desarticulação entre os atores podem gerar custos elevados e comprometer a qualidade de vida da população. Ele defendeu uma abordagem integrada e colaborativa para o desenvolvimento urbano.

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A discussão também se concentrou nos desafios de atrair investimentos para municípios menores, onde a lucratividade dos projetos pode ser limitada. Uma solução proposta foi o uso de consórcios, com municípios menores unindo forças para desenvolver projetos em comum, aumentando o potencial de atratividade para o setor privado.

Luísa Barreto, presidente da CODEMGE (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais), informou que a empresa está estruturando projetos utilizando o modelo de consórcios, com foco em áreas como gestão de resíduos sólidos urbanos e modelagem de PPPs para manutenção de escolas.

A iniciativa busca ampliar o alcance e a viabilidade de projetos em municípios menores.

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