Investimento de US$ 450 milhões em monitoramento sísmico para Mero e FPSOs em 2026

Investimento de US$ 450 milhões em monitoramento sísmico inédito! Saiba como a tecnologia avançada mapeará óleo e gás em plataformas em Guanabara e Sepetiba

19/04/2026 08:50

3 min

Investimento de US$ 450 milhões em monitoramento sísmico para Mero e FPSOs em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Investimento Bilionário em Monitoramento Sísmico para Campos de Petróleo

Os parceiros do Consórcio de Libra planejam investir aproximadamente US$ 450 milhões, o que equivale a cerca de R$ 2,2 bilhões. Este montante será destinado ao que a companhia descreveu como o projeto de monitoramento sísmico mundial mais abrangente até hoje.

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Essa tecnologia avançada possibilita, de maneira simplificada, a realização de um tipo de ultrassom no leito marinho. Com isso, será possível identificar tanto as estruturas geológicas quanto os movimentos de fluidos, como óleo, gás e água.

Foco no Monitoramento de Produção em Plataformas Flutuantes

Segundo a empresa responsável, o sistema terá a função crucial de monitorar as atividades de produção de petróleo e gás nos navios-plataforma, conhecidos como FPSOs, localizados em Guanabara (Mero 1) e Sepetiba (Mero 2).

Os primeiros dados gerados por este sistema estão previstos para serem coletados durante o segundo trimestre de 2026. A Petrobras detalhou que este projeto pioneiro em águas profundas trará informações vitais.

Benefícios para a Gestão de Reservatórios

“O projeto inédito em águas profundas trará dados que permitirão uma compreensão aprofundada do comportamento do reservatório e sua dinâmica ao longo do tempo. Isso permitirá um melhor gerenciamento, garantindo a máxima recuperação de petróleo dos reservatórios”, afirmou a Petrobras em nota oficial.

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Detalhes do Monitoramento no Campo de Mero

O comportamento do reservatório do campo de Mero, situado na Bacia de Santos, será acompanhado por uma infraestrutura submarina sofisticada. Essa rede é composta por sensores e instrumentos ópticos de alta precisão.

A empresa ressaltou a importância do local, afirmando que “Mero é um dos principais campos produtores de petróleo do Brasil e está em fase de implantação dos projetos e expansão da produção”.

Desempenho e Sustentabilidade na Produção

Conforme dados da Petrobras, a produção de Mero em janeiro de 2026 superou a marca de 680 mil barris em média, o que reforça sua relevância no cenário energético nacional.

A tecnologia visa otimizar o gerenciamento dos campos, maximizando a extração de óleo sem causar um aumento significativo nas emissões, o que auxilia na redução da pegada de carbono.

Progresso das Pesquisas e Integração Tecnológica

O projeto de monitoramento sísmico já está em andamento. A primeira fase, que envolveu a instalação de mais de 460 km de cabos com sensores ópticos, foi concluída em março deste ano, cobrindo uma área de 222 km².

Para a segunda etapa, estão sendo construídos mais 316 km de cabos sismográficos. Estes cobrirão outros 140 km² nas áreas de produção dos FPSOs Duque de Caxias (Mero 3) e Alexandre de Gusmão (Mero 4).

Fluxo de Dados e Parcerias Científicas

Os dados coletados do subsolo marinho serão recebidos por computadores instalados a bordo das plataformas. Com o avanço do projeto, espera-se que os levantamentos sejam transmitidos por fibra óptica até a sede da Petrobras.

Em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a companhia empregará Inteligência Artificial para capturar informações continuamente na área de Mero, beneficiando tanto a pesquisa científica quanto a segurança operacional do campo.

Conclusão sobre a Operação do Campo Mero

O campo de Mero está localizado no Bloco de Libra, pertencente ao consórcio de mesmo nome. Sua operação é realizada em parceria com diversas empresas, incluindo Shell Brasil Petróleo Ltda., Total Energies EP Brasil Ltda., CNPC, CNOOC Petroleum Brasil Ltda. e PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.).

Este texto foi originalmente divulgado em 14 de abril de 2026, e seu conteúdo está disponível para republicação, desde que a fonte seja devidamente citada.

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