Nelson Tanure é alvo de operação da Polícia Federal, com suspeitas envolvendo Banco Master e a Upcon. Ministro Toffoli autoriza investigação
O investidor Nelson Tanure se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (17 de janeiro de 2026). A investigação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, apura suspeitas envolvendo o Banco Master.
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Tanure foi abordado enquanto se preparava para embarcar em um voo para Curitiba (PR) e teve seu celular apreendido. A operação também incluiu a autorização para diligências contra o banqueiro Daniel Vorcaro e seus familiares.
O ministro Toffoli ressaltou a importância de agilizar a investigação, considerando o risco de atrasos. A Polícia Federal identificou novos indícios de crimes, justificando a realização de novas diligências contra Daniel Vorcaro. Além disso, foi decretada a prisão temporária de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
A defesa de Tanure afirmou que o investidor não possui relação societária com o Banco Master. Segundo Pablo Testoni, a apreensão do celular pela Polícia Federal demonstrará a inexistência de qualquer prática ilícita. A defesa enfatiza que Tanure é um cliente do banco nas últimas anos, com as mesmas condições de outros clientes financeiros.
Nelson Tanure possui um extenso histórico de investimentos em diversas empresas. Ele participou da reorganização financeira e operacional da Sequip, empresa de engenharia voltada ao setor de petróleo. Também atuou na CGEE Alsthom, como sócio minoritário em empresa ligada ao setor de energia elétrica.
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Além disso, esteve envolvido na reestruturação da Estaleiro Emaq e Verolme, Companhia Docas de Santos, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, PRIO, Ligga Telecom, Alliança Saúde e Light.
Outra polêmica recente envolve uma denúncia criminal do Ministério Público Federal, que acusa Tanure de suposto uso de informação privilegiada no processo de compra da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020. Segundo o MPF, ele teria participado de manobras financeiras para inflar artificialmente o valor da empresa, aumentando sua influência dentro da construtora.
A defesa diz que não houve crime, que a operação foi aprovada pelos acionistas e que a CVM nunca apontou irregularidades.
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